Carnaval seguro com as crianças: como evitar desencontros nos blocos

Cartões de identificação, colares e pulseiras viram aliados de pais e responsáveis em meio à multidão.

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Redação producaodiario@svm.com.br
Um homem com óculos escuros e barba carrega uma menina pequena fantasiada de Mulher-Maravilha nos ombros, em meio a uma multidão festiva ao ar livre.
Legenda: Mesmo com o uso de acessórios de identificação, os pais devem manter supervisão constante das crianças em eventos com grande número de pessoas.
Foto: Davi Rocha/SVM.

Com bloquinhos cada vez mais cheios e famílias ocupando as ruas no Carnaval, cresce entre pais e responsáveis a busca por estratégias simples para evitar um dos maiores medos da folia: perder uma criança na multidão.

Entre as soluções mais usadas estão pulseiras e cartões de identificação com nome da criança e telefone de contato dos responsáveis, medidas acessíveis que podem fazer diferença em situações de desencontro.

A Polícia Militar do Ceará reforça a importância desse cuidado. “É importante lembrar aos pais e responsáveis que utilizem pulseiras ou cordões de identificação em crianças com telefone de contato. Essa medida é altamente eficaz e facilita a rápida localização da família em casos de desencontro, reduzindo o tempo de busca e maiores riscos”, orienta a corporação.

Além das versões tradicionais de papel ou plástico, uma alternativa que tem chamado atenção são as pulseiras de miçanga. Fenômeno durante a “The Eras Tour”, de Taylor Swift, elas podem ser adaptadas para o Carnaval com duas versões: uma com o nome da criança e outra com o número de telefone do responsável.

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O formato lúdico costuma agradar os pequenos, mas exige atenção à idade, já que miçangas podem representar risco para crianças menores.

Organização começa antes de sair de casa

A criadora de conteúdo Thaisa Zamboni, do perfil do Instagram "Fortaleza para crianças", conta que a organização começa antes mesmo de sair de casa.

“Tenho quatro filhos e, naturalmente, frequentar lugares públicos e eventos com grande fluxo de pessoas sempre ativa um estado constante de atenção. A organização começa antes de sair de casa: combinamos pontos de encontro, reforço orientações com as crianças maiores e planejo horários e locais mais adequados para a faixa etária delas. Também priorizo eventos pensados para o público infantil e familiar, o que torna a experiência mais segura e prazerosa para todos". 

No caso do filho Matheus, de 6 anos, diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista, a identificação é indispensável. “Com ele, utilizamos um colar de identificação. Nele constam informações importantes, como a identificação de criança com autismo e os dados de contato dos responsáveis. Essa solução traz mais segurança não apenas para nós, pais, mas também facilita o acolhimento e a orientação por parte de outras pessoas caso a criança se afaste momentaneamente".

O uso do cordão de identificação pode ser uma solução, inclusive, para todas as famílias, não apenas as atípicas.

Para eventos pontuais, Thaisa avalia que até soluções simples, como pulseiras de plástico ou de papel, funcionam bem. “As pulseiras costumam ser bastante eficientes, pois não saem com facilidade durante o uso. É uma alternativa prática para eventos pontuais, como Carnaval, passeios e parques. Inclusive, já encontrei opções no mercado digital por valores bem acessíveis, como pacotes com 100 unidades por cerca de R$ 18, o que facilita ainda mais a adesão". 

Sobre o uso das pulseiras de miçanga, ela alerta para alguns cuidados. “As pulseiras de identificação cumprem bem o seu papel quando a informação está clara e visível. Já as pulseiras de miçanga podem exigir um cuidado extra, pois são mais vulneráveis a rompimentos ou retirada pelas próprias crianças. Independentemente do modelo escolhido, reforço sempre que a identificação deve caminhar junto com a supervisão constante dos responsáveis. A combinação desses cuidados permite que as famílias aproveitem ainda melhor os eventos e toda a programação que a cidade oferece".