Carro alegórico pega fogo e deixa feridos no Carnaval do Rio; idoso teve pernas esmagadas

Casos semelhantes já ocorreram na história da Sapucaí, com registros de feridos e mortes em desfiles nas últimas décadas.

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Redação producaodiario@svm.com.br
Um dos carros alegóricos da escola em meio à fumaça. A imagem é aérea e é possível ver alguns integrantes da escola no entorno do carro.
Legenda: Princípio de incêndio foi identificado em um dos carros alegóricos da escola de samba.
Foto: Reprodução TV Band

Três pessoas ficaram feridas no fim do desfile da escola União de Maricá, na madrugada de domingo (15), na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro. A sexta escola a desfilar no grupo de acesso precisou correr contra o relógio na reta final para não estourar o tempo de apresentação, contudo, em meio à pressa, o último carro alegórico esbarrou em uma das grades de proteção, ferindo pessoas que acompanhavam a escola.

O caso mais grave é o de um idoso identificado como Itamar de Oliveira, de 65 anos, integrante da equipe de apoio da escola. Ele teve as pernas esmagadas pelo carro alegórico e sofreu fratura exposta.

As informações foram repassadas pelo secretário de Saúde do Rio de Janeiro, Daniel Soranz, em entrevista ao G1.

Segundo o secretário, apesar da gravidade, será possível reconstruir as pernas da vítima. Ele destacou ainda que o atendimento rápido foi fundamental: o idoso foi socorrido e levado ao hospital em menos de 10 minutos.

De acordo com nota da Secretaria Municipal de Saúde, outros dois homens também ficaram feridos, mas sem gravidade. Um deles já recebeu alta, enquanto o outro passa por exames complementares após sofrer uma entorse no tornozelo.

Nas redes sociais, a escola União de Maricá lamentou o ocorrido e prestou solidariedade à vítima. A agremiação informou ainda que acompanha a situação do idoso e que prestará todo o suporte necessário.

"Neste momento, nada é mais importante do que a saúde e o pleno restabelecimento do envolvido", acrescentou.

Pouco antes do atropelamento, o segundo carro da escola já havia enfrentado um princípio de incêndio no setor de dispersão. A situação foi controlada, mas impactou a evolução da agremiação, que precisou acelerar o ritmo na reta final do desfile.

Além do acidente e do incêndio, a escola também ultrapassou o tempo previsto de apresentação e, por isso, deve ser penalizada pelos jurados.

Outros acidentes na Sapucaí

Ao longo de mais de quatro décadas de desfiles, acidentes semelhantes — e até mais graves — já foram registrados no Sambódromo da Marquês de Sapucaí.

Em 1990, um integrante da Beija-Flor sofreu um choque elétrico e morreu. Dois anos depois, um incêndio atingiu um carro alegórico da Unidos do Viradouro.

Em 2003, a atriz Neuza Borges sofreu uma queda enquanto desfilava em um carro alegórico da Unidos da Tijuca e fraturou a bacia.

Já em 2017, dois acidentes marcaram os desfiles. Em uma das noites, uma alegoria da Paraíso do Tuiuti perdeu o controle e atropelou 20 pessoas. Entre as vítimas estava a radialista Elizabeth Ferreira Jofrena, que não resistiu.

No dia seguinte, um incidente semelhante ocorreu com uma alegoria da Unidos da Tijuca, mas, nesse caso, não houve vítimas.

Em 2022, outra morte foi registrada: a menina Raquel Antunes da Silva, de 11 anos, que foi esmagada por um carro alegórico.

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