Plataforma flutuante no Mucuripe é interditada pela Marinha até regularização de documentos

Empresário responsável deve apresentar documentos que faltaram na próxima semana

Escrito por Renato Bezerra,

Ceará
Plataforma
Legenda: Marinha do Brasil interdita plataforma flutuante na Praia do Mucuripe
Foto: Thiago Gadelha

A Marinha do Brasil informou, nesta sexta-feira (13), ter interditado a plataforma flutuante construída no mar, na altura da praia do Mucuripe, em Fortaleza. Em nota, o órgão disse ter notificado o empresário responsável pela construção a prestar esclarecimentos e regularizar a situação da estrutura.  

Segundo a Marinha, os procedimentos para instalação de estruturas flutuantes não destinadas à navegação estão previstos nas Normas da Autoridade Marítima para obras, dragagens, pesquisa e lavra de minerais sob, sobre e às margens das águas jurisdicionais brasileiras (Norman-11). 

O documento apresenta uma série de exigências legais e técnicas para o funcionamento deste tipo de estrutura, como apresentação de requerimentos, plantas, além da Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) de engenheiro naval responsável. 

Ao tomar conhecimento da construção, segundo a Marinha, uma equipe de inspetores navais da Capitania dos Portos do Ceará foi ao local e interditou a estrutura até que sejam confirmadas todas as condições para funcionamento, conforme a Norman-11. 

João Eduardo Araripe, empresário do ramo de passeios aquáticos e responsável pela criação da "ilha", explica que, por ser o primeiro equipamento do tipo, alguns documentos faltaram no requerimento para autorização. Explica, no entanto, que tudo está sendo providenciado

"Entramos com a documentação para essa plataforma da mesma forma que a gente entra para pedir a dos barcos, mas eles possuem características diferentes. Como a gente não tinha experiência, acabamos levando a documentação faltando alguns itens, e caracterizou como se tivesse sem documento, mas essa regularização está em andamento", comenta. 

Segundo reforça, o local já estava com sinalização indicando uso proibido por aguardar a autorização da Capitania dos Portos e a plataforma já não estava sendo utilizada.

"As plantas estão todas prontas, a parte de engenharia está tudo ok, o que falta mais é a parte de sinalização. Talvez na segunda-feira a gente já leve o que falta e vamos aguardar a análise deles", afirma. 

Suporte ao turismo

A intenção com a plataforma é ofertar suporte ao turismo na região. "O objetivo é ser ponto de apoio aos iates, barcos, nadadores, lanchas e caiaques que navegam na região. A ideia é criar mais uma oportunidade de turismo e acessibilidade para pessoas idosas e cadeirantes", ressalta o empresário.

A estrutura de 25 metros de comprimento por 7 de largura é feita com madeira maçaranduba e a estimativa é que possa receber até 100 pessoas em simultâneo.