Festival de Esquetes de Teatro retorna em formato virtual após quatro anos suspenso

Suspenso desde 2016, o Festival de Esquetes de Fortaleza retoma suas atividades com dez peças gravadas no Teatro da Praia

Esta é uma imagem da Esquete Bloqueio
Legenda: Esquete "Bloqueio" se apresenta no 1° dia do Festival Fesfort
Foto: Divulgação

Após quatro anos suspenso, o Festival de Esquetes de Fortaleza (Fesfort) realiza a sua 21° edição em formato virtual. Com dez peças selecionadas, o evento inicia nesta segunda-feira (1°) e segue até sábado (6), com transmissão no YouTube.

Para manter a tradição, o Fesfort será gravado no Teatro da Praia, que abre espaço para o evento desde 1997, quando este iniciou suas atividades. De hoje até sexta, duas peças serão disponibilizadas diariamente no YouTube, a partir das 21h. Por conta da pandemia, o número de esquetes, peças de curta duração, precisou ser reduzido a fim de respeitar as regras de distanciamento social. 

Entre as esquetes exibidas, estão: "Escudo de peneira" e "Bloqueio", nesta segunda (1°), "Histórias do meu pequeno interior" e "Embriaga-te", na terça (2), "Por um triz" e "Lampião LED", na quarta (3), "Caio e Nó" e "Um corpo que reza e dança", na quinta (4), e "Narciso" e "Guarde para o final de tudo", na sexta (5). 

Além das exibições, o Fesfort também realiza uma premiação no último dia de festival, no sábado (6), agraciando 13 categorias. O troféu Gasparina Germano homenageia ainda três artistas, a fim de simbolizar os três últimos anos de artes cênicas cearenses. Entre os agraciados com o prêmio estão Socorro Amarante por 2019, Paulo Ess por 2020 e Joca Andrade por 2021.

Retomada das atividades

O Festfor interrompeu sua realização em 2016, após 20 edições dando oportunidades para novos e já consolidados artistas cearenses. Com a Lei Aldir Blanc, o criador do festival, Carri Costa, viu a oportunidade de reviver a produção experimental do teatro.

“Esse processo de reativação do fesfort se deu de uma maneira muito peculiar. A gente considera ele um festival especial, ele vem em um momento que a cultura está passando por bastante dificuldades e com elas, o nosso teatro da praia também. (...) Foi bem direcionado para isso: manter o teatro da praia e aproveitar para dar uma chacoalhada nos espetáculos que estão tão guardados aqui na cidade de Fortaleza”, contou. 

Apesar do retorno do evento, o produtor descarta a possibilidade de realizar a produção de outra edição do Fesfort futuramente. Segundo ele, foram 20 anos lutando por incentivos e parcerias para tornar o evento possível, mas que chegou um momento em que não havia mais condições de continuar produzindo o festival sem esse apoio. “Não tinha mais condições de correr atrás sempre tudo. Eu precisava correr um pouco atrás da minha carreira, da minha história”, relembra.

Mesmo com as dificuldades, Carri Costa ressalta a importância do Fesfort para a história da cultura teatral cearense. “A partir dele outros festivais de esquetes vieram e acredito que sofreram tanto quanto o fesfort. (...) Foram centenas de espetáculos, milhares de artistas durante 20 anos. Artistas cearenses se apresentando, mostrando as suas ideias, mostrando a sua personalidade. Muitos grupos se iniciaram a partir deste festival, muitos espetáculos surgiram nesse festival e isso é muito importante”, completa.

Serviço

Fesfort

Segunda (1°) a sábado (6), a partir das 21h, no YouTube.

 

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