Casal investe em decoração natalina e faz nevar em casa na Maraponga

Com perfil nas redes sociais, Casa 26 impressiona com ostensiva decoração de Natal.

Escrito por Ana Alice Freire* ana.freire@svm.com.br
17 de Dezembro de 2025 - 06:00
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Legenda: Organizada e decorada por Ricardo Ferreira e Danielle Mota, a Casa 26 se inspira na tradição estadunidense de celebração natalina.
Foto: Ismael Soares

O período natalino começa diferente para Ricardo Ferreira e Danielle Mota. Eles transformaram a própria casa em atração temática.São mais de 20 mil jogos de luzes e 200 itens, como bonecos articulados, guirlandas e arranjos de plantas esculturais, em um investimento de mais de R$ 100 mil

A decoração da Casa 26 transformou o condomínio na Maraponga, onde está localizada, em Fortaleza, e chamou atenção nas redes sociais. De terça a domingo, as luzes se acendem e refletem a materialização do sonho de infância de Ricardo. 

“Eu ficava assistindo vídeos de Natal lá nos Estados Unidos, aí eu tinha muita vontade de decorar minha casa só que eu ainda morava com meus pais. Pensava ‘quando eu tiver minha casa, eu vou decorar também”, revela o empresário. 

A ideia nasceu despretensiosa, mas rapidamente tomou forma conforme ele começou a adquirir itens inspirados nos vídeos que via. É o segundo ano de decoração e o conjunto impressiona pela variedade e pela quantidade de detalhes distribuídos em diferentes cantos da casa.

A parte temática da casa de Ricardo e Danielle ocupa área de 80m² e contém cerca de 20 mil jogos de luzes e 200 itens decorativas.
Legenda: A parte temática da casa de Ricardo e Danielle ocupa área de 80m² e contém cerca de 20 mil jogos de luzes e 200 itens decorativas.
Foto: Ismael Soares

O planejamento começou ainda em junho, uma vez que, segundo o empresário, boa parte das aquisições são importadas e precisavam chegar a tempo do início da temporada natalina. E foram dez dias de montagem envolvendo o casal e uma equipe de profissionais. 

Segundo ele, embora o valor do investimento impressione, o resultado visual e emocional é o que justifica a dedicação. Ricardo conta que cada novo item comprado “abre espaço” para outro, e que a ideia é, aos poucos, transformar o endereço em um ponto fixo de tradição natalina dentro do condomínio.

Inspiração para os vizinhos

A rotina no condomínio muda completamente durante o período: famílias passam a circular pelas ruas com mais frequência, crianças se organizam para “esperar o acender” e vizinhos aproveitam para registrar o momento com fotos e vídeos. 

A decoração ficará disponível até o primeiro final de semana de janeiro, e segue atraindo diariamente o entusiasmo e a agitação das crianças, que aguardam às 18h para o acendimento das luzes, o acionamento dos bonecos e o começo da magia. 

A reação das crianças é, para Ricardo, o verdadeiro termômetro do projeto. Ele conta que, assim que escurece, pequenos grupos começam a se reunir diante da casa, esperando a iluminação acender como quem aguarda o início de um espetáculo.

“A gente faz mesmo para ver a animação da criançada, né? É muito bom quando o pessoal vem, aí, começa a elogiar ao ver as luzes”, relata. 

As visitações à Casa 26 estão restritas aos moradores e amigos do casal.
Legenda: As visitações à Casa 26 estão restritas aos moradores e amigos do casal.
Foto: Ismael Soares

 Esse entusiasmo acabou contagiando a vizinhança: se no ano passado quase não havia fachadas decoradas, este ano várias famílias aderiram aos pisca-piscas e enfeites, formando pouco a pouco o cenário que Ricardo sonha: o de uma verdadeira vila de Natal.

A decoração natalina se estende para além do quintal, e ocupa a área interna da casa.
Legenda: A decoração natalina se estende para além do quintal, e ocupa a área interna da casa.
Foto: Ismael Soares

Visitação não é aberta ao público

Embora o espetáculo seja visível da rua R. Carlos Juaçaba, a visitação é restrita. Somente amigos, vizinhos e “conhecidos de conhecidos”’ entram para ver o espaço interno, por questão de segurança do condomínio. Ainda assim, os finais de semana ficam cheios, e é justamente esse movimento que motiva o casal a continuar ampliando o projeto a cada ano.


*Estagiária sob supervisão da jornalista Lorena Cardoso
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