Uso do FGTS para quitar dívidas pode beneficiar 10 milhões de pessoas, estima ministro
A proposta está em estudo pelo governo.
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, defendeu, nesta quinta-feira (9), a utilização dos valores do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) em um programa para quitar ou negociar dívidas dos trabalhadores. A proposta está em estudo pelo governo e, se sancionada, deve liberar o saque de aproximadamente R$ 7 bilhões.
Em coluna publicada nesta quinta, o jornalista Victor Ximenes, do Diário do Nordeste, aponta que o plano compõe um pacote econômico elaborado pela equipe do Ministério da Fazenda para combater o alto endividamento das famílias brasileiras. "Há ainda apelo eleitoral", escreveu.
Em entrevista à GloboNews, Marinho afirmou que a medida pode beneficiar 10 milhões de brasileiros e que o montante de R$ 7 bilhões é complementar à liberação do fundo a trabalhadores que optarem pelo saque-aniversário, que forem desligados do emprego ou que tiverem parte dos recursos bloqueada como garantia a empréstimos bancários.
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Demanda de Lula
Segundo o ministro do Trabalho, uma alternativa para o pagamento de dívidas foi demandada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em meio à preocupação com a elevação do endividamento das famílias brasileiras.
Conforme a pasta, Lula assinou, no ano passado, duas medidas provisórias que liberavam o valor retido do FGTS para quem tinha sido demitido e estava com restrição devido ao saque-aniversário. Com a medida, foram liberados quase R$ 20 bilhões. Contudo, a Caixa Econômica Federal não teria liberado a totalidade dos recursos.
Por causa disso, haveria um valor residual, calculado em torno de R$ 7 bilhões, que ainda poderia ser liberado de outra forma.