Hospital municipal de Maranguape zera internações por Covid-19

O último paciente internado recebeu alta na manhã desta quarta-feira (30). Média de demanda baixou de 50 pacientes por dia para 6

A UTI exclusiva para atendimento a pacientes de Covid-19 no hospital municipal de Maranguape está, neste momento, vazia.
Legenda: A UTI exclusiva para atendimento a pacientes de Covid-19 no hospital municipal de Maranguape está, neste momento, vazia.
Foto: Paulo Sérgio/Prefeitura de Maranguape

Na manhã desta quarta-feira (30), o Hospital Dr. Argeu Gurgel Braga Herbster, em Maranguape, deu alta ao último paciente internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) com Covid-19. Segundo a diretora da unidade municipal de saúde, Jaqueline Herbster, não há nenhum outro paciente internado em enfermaria e os poucos que procuraram o hospital nesta última semana de junho não estavam graves e puderam tratar a infecção em casa.

A baixa na demanda por atendimento por Covid-19 é sentida no hospital desde maio, segundo Jaqueline. “Desde maio, não estivemos mais na alta em que estávamos. Mas, agora, ao final de junho, foi que realmente baixou. Passamos uns dez dias mantendo quatro pacientes internados com Covid-19 na UTI do hospital, o que foi regredindo à maneira que eles recebiam alta. E não tivemos mais nenhuma admissão”, compartilhou a gestora.

Para se ter uma ideia, no pico da segunda onda da pandemia, em abril deste ano, o hospital recebia, por dia, entre 40 e 52 pacientes. Em maio, essa média diária baixou para 16 a 20 pacientes e, em junho, somente seis pessoas, em média, buscaram a assistência hospitalar.

Em vídeo divulgado pela prefeitura de Maranguape, a gestão do hospital municipal destaca a luta dos profissionais da saúde locais para garantir a alta dos pacientes infectados pelo coronavírus. “Sofremos as mesmas dores da saudade dos nossos familiares, mas sem nunca desistir de nenhum paciente. Comemoramos cada recuperação para que nunca pudéssemos esquecer que a melhor recompensa de tanto sacrifício é e sempre será a vida”.

Apesar de só ter assumido a gestão do Hospital Dr. Argeu Gurgel Braga Herbster em janeiro deste ano, Jaqueline admitiu que enfrentar a segunda onda da pandemia foi mais desafiador. Isso porque, segundo ela, como a primeira onda primeiro ganhou força em Fortaleza para só depois se alastrar pelo Interior do Ceará, na segunda, todos os municípios colapsaram ao mesmo tempo, o que dificultou a transferência de pacientes para tratamento na Capital.

Atualmente, a unidade conta com dez leitos de UTI e seis de enfermaria, que estão vagos. Além disso, foi montada uma usina de oxigênio e adquiridos materiais novos.

A gente só pede que as pessoas mantenham o distanciamento [social] e as medidas cabíveis pra que a terceira onda não exista. [...] Mas, se acontecer, estamos preparados”.
Jaqueline Herbster
Diretora do hospital municipal de Maranguape

Covid-19 em Maranguape 

Segundo o IntegraSUS, Maranguape, na Região Metropolitana de Fortaleza, teve 11,6 mil casos confirmados de Covid-19 do início da pandemia até a última terça-feira (29). Desses, 88,1% foram recuperados e 2,1% evoluíram para óbito.

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