Valorização de empresas cearenses na Bolsa é destaque em 2020; Novo índice monitora desempenho

O resultado foi constatado a partir do Índice de Ações Cearenses (IAC), novo indicador que monitora o desempenho das ações de oito empresas com sede no Estado

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Legenda: Tendo estreado na B3 no último dia 11 de de novembro, a Aeris é a empresa cearense que abriu capital mais recentemente.
Foto: Divulgação

Empresas com sede no Ceará listadas em bolsas de valores encerraram 2020 com valorização de 8,59%, variação três vezes maior que o índice Ibovespa, que apresentou alta de 2,88% no período.

O desempenho foi acompanhado pelo Índice de Ações Cearenses (IAC), novo indicador que monitora a trajetória das ações de oito empresas sediadas no Estado na B3 e na Nasdaq: Arco Educação, Banco do Nordeste, Enel Ceará (Coelce), Grendene, Hapvida, M. Dias Branco, Pague Menos e Aeris.

A iniciativa é um projeto desenvolvido pelo curso de Ciências Econômicas da Universidade de Fortaleza (Unifor). 

Os negócios do Estado também apresentaram retorno maior que o Ibovespa em 2019, quando o IAC apresentou alta de 75,03% contra 31,95% do principal índice da B3.

Força da economia local

O economista e professor Ricardo Eleutério, um dos líderes do desenvolvimento do IAC, ressalta que esse destaque no retorno das ações de empresas do Estado demonstra a pujança da economia do Ceará.

"Recentemente, o IBGE apontou que Fortaleza ultrapassou Salvador e se tornou a maior economia do Nordeste. O PIB é a soma das riquezas produzidas pela sociedade, inclusive pelas empresas", aponta.

Empresas

Mesmo com o índice positivo, nem todas as empresas conseguiram fechar o ano com rentabilidade no azul. A Grendene, por exemplo, apresentou queda de 31,76%. Outras quatro empresas ficaram no negativo: Banco do Nordeste (-19,99%), Pague Menos (-13,27%), M. Dias Branco (-10,72%) e Enel Ceará (-3,86%).

Apesar disso, o índice ainda apresentou variação positiva pela força da alta das outras quatro. A Aeris encerrou 2020 com disparada de 63,93%, seguida por Hapvida (19,41%) e Arco Educação (2,55%).

Riscos

Allisson Martins, economista e integrante da equipe que lidera o projeto, acrescenta outro ponto importante no perfil das empresas monitoradas pelo IAC está relacionado ao risco.

"Quando se compra ação, o comportamento dela é volátil, pode subir e pode cair. O desvio padrão do IAC indica que as empresas cearenses são mais previsíveis. Para aquelas pessoas que não gostam de correr tanto risco, é uma característica interessante. Conforme dados do indicador, o desvio padrão cearense é de 6,67% enquanto o do Ibovespa chega a 7,26%.

Atualização

Ainda segundo Martins, o IAC tem atualização diária, de forma a permitir comparação com os principais índices do mundo. Os resultados entram no ar até o fim da primeira quinzena de janeiro e poderão ser acompanhados no site da Unifor.

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