M. Dias Branco registra queda de 5% na receita internacional com tarifaço dos EUA; veja resultados

O balanço da companhia foi divulgado na noite desta quinta-feira (26).

Escrito por
Redação producaodiario@svm.com.br
(Atualizado às 22:16)
Imagem da fábrica em Fortaleza.
Legenda: Moinho M. Dias Branco, na área portuária de Fortaleza, é símbolo do império da indústria de alimentos cearense.
Foto: Divulgação.

A cearense M. Dias Branco (MDIA3) sentiu os impactos das tarifas impostas pelos Estados Unidos, registrando recuo de 5% na sua receita bruta de internacionalização em 2025 ante 2024, conforme balanço divulgado na noite desta quinta-feira (26).

A receita bruta em questão representa o faturamento total de todas as vendas que a companhia realizou no exterior antes de deduções como impostos e descontos comerciais.

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Apesar da retração no mercado norte-americano, a companhia avançou na estratégia de expansão em mercados vizinhos, como o Uruguai, onde iniciou a venda de biscoitos da marca Las Acacias produzidos no Brasil.

“No Uruguai, considerando todas as marcas da M. Dias Branco, consolidamos nossa posição de liderança no mercado de biscoitos e ocupamos o segundo lugar no mercado de massas, reforçando nossa competitividade e capacidade de expansão. A receita bruta de internacionalização em 2025 registrou retração de 5% vs. 2024, refletindo a redução das exportações para os Estados Unidos, em decorrência do aumento das tarifas”, diz o relatório. 

Lucro de R$ 157,9 milhões no 4º trimestre

Apesar do impacto do tarifaço nas exportações, a empresa registrou lucro líquido de R$ 157,9 milhões no quarto trimestre de 2025, uma queda de 10,5% ante igual período de 2024.

A receita líquida, por outro lado, teve alta de 9,3% no período, totalizando R$ 2,7 bilhões. Nesse intervalo, o volume de vendas cresceu 10,2%, e preço médio apresentou recuo de 0,9%.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) somou R$ 279,4 milhões no 4º trimestre, o que representa uma queda de 21,4% na comparação anual.

A companhia encerrou o ano com um endividamento de R$ 1,4 bilhão, posição de caixa de R$ 1,9 bilhão e caixa líquido de R$ 554 milhões.

Resumidamente, estes foram os principais resultados do 4T (4T25 vs. 4T24):

  • Receita Líquida: R$ 2,7 bilhões, crescimento de 9,3%;
  • Volume de Vendas: 475,4 mil toneladas, alta de 10,2%;
  • Lucro Líquido: R$ 157,9 milhões, queda de 10,5%;
  • EBITDA: R$ 279,4 milhões, retração de 21,4%;
  • Geração de Caixa Operacional: R$ 181,3 milhões, aumento de 3,6%.

Principais resultados de 2025  

  • Receita Líquida: R$ 10,4 bilhões, um crescimento de 8,0% em relação a 2024;.
  • Volume de Vendas: 1,8 milhão de toneladas, aumento de 3,1% no ano;
  • Lucro Líquido: R$ 659,8 milhões, uma leve alta de 2,1% frente ao ano anterior;
  • Geração de Caixa Operacional:  R$ 1,4 bilhão, o que representa um salto de 137,9% comparado a 2024.
  • EBITDA:  R$ 1,1 bilhão (queda de 7,9%).

 

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