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Moody's estuda corte de nota

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Redação producaodiario@svm.com.br

Londres. A agência de classificação de risco Moody's provavelmente seguirá a Standard & Poor's e a Fitch e cortará a classificação da dívida do país para grau especulativo, disse em entrevista à Reuters o analista-chefe para títulos soberanos da agência, Alastair Wilson.

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"É brusca a velocidade com que as projeções de crescimento para o Brasil pioraram. E também os problemas políticos que não foram resolvidos. Há quase uma tempestade perfeita", disse Wilson. "Neste caso, estamos avaliando um rebaixamento de um degrau, e não de vários", acrescentou.

No início de dezembro, a Moody's advertiu que está considerando retirar em breve o selo de bom pagador do Brasil, argumentando que o processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff aumentou as incertezas políticas.

A agência reforçou a mensagem na sexta-feira (18), após a nomeação de Nelson Barbosa para substituir Joaquim Levy no Ministério da Fazenda. Segundo a Moody's, a troca pode complicar os esforços de consolidação econômica no País.

Atual classificação

A Moody's atualmente classifica o Brasil como "Baa3", último degrau dentro do grau de investimento. Tanto a Fitch quanto a Standard & Poor's rebaixaram recentemente o país para "BB+" com perspectiva negativa, já no grau especulativo.

Wilson afirmou que a África do Sul é outro foco importante, após o presidente Jacob Zuma inesperadamente demitir Nhlanhla Nene neste mês e substitui-lo pelo relativamente desconhecido David van Rooyen, antes de chamar Pravin Gordhan de volta a seu emprego antigo.

Segundo Wilson, as perspectivas para a Argentina melhoraram após a eleição do presidente Maurício Macri. Uma importante questão é se ele trará a economia de volta aos mercados de crédito, dando fim a uma disputa com credores que rejeitaram os termos das reestruturações da dívida de 2005 e 2010.

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