'Missão é buscar equilíbrio fiscal e retomar crescimento'
Brasília. O novo ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Valdir Moysés Simão, disse ontem (21), momentos após tomar a posse no cargo, que sua missão será associar equilíbrio fiscal e retomada de crescimento e que projetos estratégicos, em especial no setor de infraestrutura, deverão ajudar o governo a atingir esse objetivo. Sobre os atrasos no repasse de recursos a bancos públicos para o pagamento de programas sociais, Valdir Simão defendeu o pagamento do "que for possível" aos bancos públicos que aguardam as compensações.
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"A missão é buscar o equilíbrio fiscal e a retomada do crescimento. Essa é a missão dada pela presidenta Dilma Rousseff. E essa é a agenda que vamos começar a partir de amanhã (hoje)", disse o ministro, ao final da cerimônia de posse. "Precisamos equilibrar as coisas: conseguir encerrar o exercício adequadamente, buscando cumprir o que foi aprovado na Lei de Diretrizes Orçamentárias ajustada, superar as pendências que temos com os apontamentos do Tribunal de Contas da União e começar 2016 com o ajuste fiscal e também com projetos estratégicos, em especial na área de infraestrutura, que estão muito bem encaminhados", disse.
Agenda
Segundo o ministro, há uma agenda de concessões importantes que serão aceleradas a partir do ano que vem. Ele acrescentou que, além disso, o governo adotará uma estratégia de melhoria da gestão, a fim de diminuir gastos. "Há um espaço para ganhos de eficiência na gestão pública, que trará resultados também com relação às despesas obrigatórias. E há necessidade de discutir as despesas obrigatórias, em especial a previdenciária, que aponta uma necessidade de financiamento, para o ano que vem, de R$ 125 bilhões".
Simão disse que deverá anunciar suas primeiras medidas à frente da pasta nos próximos dias, após terminar algumas análises iniciais. "Estamos conversando para entender os números e ver quais são os espaços".
Pedaladas
Perguntado se optaria pagar os valores devidos pelo governo aos bancos públicos, no caso dos atrasos no repasse de recursos, o ministro disse que fará "o que for possível" para pagar ainda neste ano, mas que sua posição pessoal é a de pagar apenas o que for possível. "Lógico que esta é uma decisão que envolve a área orçamentária. Vamos, portanto, fazer essa discussão até o final do ano. Eu, pessoalmente, defendo que façamos o pagamento daquilo que for possível, para virar de vez essa página e superar essa agenda", afirmou.