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'2016: esperança para a economia'

Escrito por
Redação producaodiario@svm.com.br
Legenda: O presidente do BNB, Marcos Holanda, participou da posse dos novos ministros da Fazenda, Nelson Barbosa, e do Planejamento, Valdir Simão
Foto: FOTO: JOSÉ MARIA MELO

O Brasil não terá condições de avançar se o governo federal não criar mecanismos para executar o ajuste fiscal o mais rápido possível. A observação é do presidente do Banco do Nordeste do Brasil (BNB), que participou, nessa segunda-feira (21), em Brasília, da posse dos novos ministros da Fazenda, Nelson Barbosa, e do Planejamento, Valdir Simão.

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Holanda acredita que 2016 será um ano de esperança para a economia brasileira, mas reforça que as mudanças necessárias precisam ser feitas para o País retomar o crescimento.

"Ambos têm a convicção de que é preciso resolver essa questão fiscal", afirmou o presidente do BNB, lembrando que, assim como o ex-ministro Joaquim Levy, Nelson Barbosa não deverá tirar o foco da reforma.

Reflexos

Em relação aos impactos da situação econômica no BNB, Holanda aponta a retração na quantidade de financiamentos, principalmente, quando se trata de médias e grandes empresas.

"No que se refere aos micros e pequenos negócios, o BNB está conseguindo desembolsar relativamente bem. O nível de empréstimos está dentro do patamar que esperávamos, e isso é bom. A queda é maior nos grandes empreendimentos", destacou.

Como a demanda por crédito em todo o País recuou neste ano devido à instabilidade econômica, o presidente do BNB acredita que o desempenho da instituição financeira em 2015, no que se refere à concessão de empréstimos, será menor que em 2014.

"Provavelmente, teremos uma redução na demanda, mas nada muito forte. Será uma queda de acordo com a conjuntura econômica", acrescentou, preferindo não falar em números e nem fazer previsões.

De acordo com Marcos Holanda, o balanço do BNB relativo ao exercício de 2015 será divulgado no próximo mês de fevereiro. Ele defende que, para minimizar os impactos da instabilidade econômica na instituição financeira, as taxas de juros do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) sejam mantidas, para que esse tipo de empréstimo continue sendo uma fonte atrativa.

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