CVV recruta voluntários para ajudar na prevenção de suicídio; saiba como participar

Uma média de 20 cearenses ligam por hora buscando ajuda e apoio emocional

suicídio
Legenda: Jovens são maioria entre cearenses que cometem suicídio
Foto: Shutterstock

A distância até ajudar alguém a preservar a própria vida pode ser de uma ligação telefônica. Entre janeiro e junho deste ano, o Centro de Valorização da Vida (CVV) recebeu 85.790 chamados de cearenses em busca de apoio emocional – uma média de 20 por hora.

Em Fortaleza, o centro conta hoje com 54 voluntários, e busca ampliar o quadro diante da alta demanda. Nos dias 14 e 15 de agosto, será ofertado um curso preparatório online, gratuito, para quem deseja ingressar na equipe.

Rejane Felipe, coordenadora do posto do CVV na capital cearense, ressalta que os requisitos para ser voluntário são simples: “ter mais de 18 anos, disponibilidade para um plantão de 4 horas semanais e ter calor humano para oferecer acolhida a alguém”.

Ser voluntário do CVV é acreditar que podemos oferecer uma escuta às pessoas que, nesse cenário onde vivemos, muitas vezes reclamam que não têm com quem conversar.

O curso preparatório acontecerá via plataforma Google Meet, das 14h às 18h de sábado (14/08) e das 8h às 12h de domingo (15/08). Para obter informações sobre como se inscrever, basta enviar um e-mail para fortaleza@cvv.org.br.

O CVV, como descreve Rejane, “realiza um trabalho de apoio emocional e prevenção ao suicídio às pessoas que precisam conversar sobre suas dores, em momentos de solidão”. Para ser voluntário, não é necessário ter formação na área de saúde mental.

Como buscar ajuda

Pessoas de qualquer lugar do País que precisarem de auxílio emocional podem ligar para o CVV (188) ou acessar o site cvv.org.br, por meio do qual é possível conversar com voluntários via chat. O serviço é 24h, gratuito e o sigilo é garantido.

O atendimento presencial é oferecido no Ceará em dois postos (um em Fortaleza e outro no Crato), mas está suspenso devido à pandemia de Covid-19. 

Em 2021, até junho, 48.383 ligações oriundas do Ceará foram feitas de telefones com DDD 85, de Fortaleza e Região Metropolitana; e as outras 37.407 utilizaram DDD 88, do interior do Estado.

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