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A cantora e atriz britânica Marianne Faithfull morreu, nesta quinta-feira (30), aos 78 anos em Londres, no Reino Unido. A artista foi musa na época dos Rolling Stones, quando viveu um relacionamento com o cantor Mick Jagger.
"É com profunda tristeza que anunciamos o falecimento da cantora, compositora e atriz Marianne Faithfull. Morreu hoje, tranquilamente, em Londres, na companhia de sua família. Sentiremos muita saudade", informou um porta-voz da cantora.
Faithfull encarnou o rock'n'roll do Swinging London à cena punk nova-iorquina em uma longa trajetória, marcada por altos e baixos.
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Sua voz, fina e clara em "As Tears Go By" (1964), capaz de assumir um tom mais grave em "Broken English" (1979), era reconhecida no ato sobretudo pelos nostálgicos do rock melancólico e literário.
TRAJETÓRIA
Nascida em 29 de dezembro de 1946, em Londres, filha de pai espião e mãe austro-húngara descendente do barão von Sacher Masoch, Faithfull sobreviveu a overdoses de drogas, a tentativas de suicídio, às ruas, ao álcool, ao câncer e inclusive ao coronavírus, que a obrigou a permanecer hospitalizada por três semanas em Londres.
Sempre associada a Mick Jagger, com quem compartilhou a vida e aventuras no fim dos anos 1960, a britânica foi cortejada pela elite britânica em sua juventude. Aos 68 anos, chegou a posar para uma campanha publicitária de Yves Saint Laurent.
Em 1963, o produtor dos Rolling Stones a conheceu em um bar onde cantava baladas. "Conheci um anjo de seios grandes e a contratei", lembrou Andrew Oldham.
A então loira tímida de 17 anos gravou a primeira canção de Keith Richards e Mick Jagger, que seu produtor considerou sentimental demais. Com "As Tears Go By", a jovem cantora entrou no Top 10 britânico.