Festival do Itaú Cultural reúne artistas de 16 estados e 3 nomes do Ceará

Os cearenses Giuliano Eriston, Lia Maia e a banda A Nossa Casa se apresentam pela programação online a partir da próxima quarta (20)

Legenda: Giuliano começou a estudar música desde cedo e aos 9 anos já se apresentava
Foto: Regivaldo Freitas

Com a produção artística concentrada, em sua maioria, no espaço virtual, os eventos culturais passaram a ser "de qualquer lugar" durante esta pandemia. E os projetos incorporam um apelo sem fronteiras, alinhando programações que antes tinham um alto custo de logística. Desde a última sexta (15), até 31 de janeiro, 51 artistas fazem pocket shows diários pelo Festival Arte Como Respiro, realizado pelo Itaú Cultural.

Por meio do site da instituição, haverá três apresentações diárias. Cada show fica gravado durante 24h, até começar a programação do dia seguinte. Artistas de 16 estados movimentam o festival virtual e 3 nomes são do Ceará. O multi instrumentista Giuliano Eriston se apresenta na próxima quarta (20). A banda A Nossa Casa toca no dia 28. E a cantora Lia Maia é uma das atrações do penúltimo dia do evento (30). 

Para Lia, os festivais virtuais que surgiram com as restrições da pandemia se tornaram uma tendência do mercado cultural e podem perdurar no momento pós-crise. "A galera teve que se reinventar em vários aspectos, inclusive buscar conhecimentos em áreas paralelas a sua linguagem. Estar dentro da programação do Arte como Respiro é enriquecedor, pra arte local e também para meu trabalho autoral", observa a cantora.

Legenda: Lia decidiu se aprofundar na música após receber um convite para cantar em banda de baile
Foto: Divulgação

Filha de um lar musical, ela cresceu em meio à coleção de discos do pai e das "palhinhas" que a mãe dava cantando Agepê. "Achava aquilo lindo demais. Mas o 'start' pro canto partiu na Igreja", recorda. Convidada para formar uma banda de baile em Fortaleza, ela procurou se aprofundar na música, passou pelo Conservatório Alberto Nepomuceno e hoje se dedica ao samba. "Faço desse gênero meu laboratório de vida", acrescenta.

Apoio

Giuliano Eriston reconhece que o festival, dentre outros editais culturais, serviu literalmente de "respiro" para a produção cultural - um dos setores mais afetados pela crise do coronavírus. Para além da remuneração paga pelo evento, o ambiente do Itaú Cultural interessa ao artista como parte de uma reflexão.

"Desejo expressar minhas ideias criativas, sem a pressão de fornecer um produto para comercialização em massa, mas sim para participar da discussão sobre o que é o belo", atesta o instrumentista.

De Bela Cruz (CE), Giuliano teve apoio do pai, também músico, para começar a tocar. Logo aos 9 anos conheceu os palcos e, a partir da experiência precoce, a música só se consolidou em seu caminho. "Na adolescência, comecei a aprender novos instrumentos, teoria musical, a compor música instrumental, depois a criar canções e sempre muito exposto a diversas influências", conta ele. 

Rock

Rômulo Lopes, vocalista e guitarrista do A Nossa Casa, chama atenção para a qualidade do festival e até brinca com a escolha da banda do Conjunto Esperança para a programação. "A gente fica até com a impressão que somos bons também (risos)", diz ele. A Nossa Casa ainda é formada por Paulo Eduardo (baixo), Glauber Moura (bateria), com participação especial de Jamile Lopes nos vocais. 

Legenda: A Nossa Casa surgiu no Conjunto Esperança, periferia de Fortaleza, e já lançou um disco autoral com 10 faixas
Foto: Victor Nantes

Criada há 2 anos, a banda lançou o primeiro disco em novembro de 2019 e se conheceu no próprio Conjunto Esperança. Segundo Romulo, o bairro é o "mais rock and roll" de Fortaleza. "A gente se deu esse desafio, de formar uma banda autoral, em meio a uma conversa animada na casa do Paulo. E vem dando certo até agora", recapitula.

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