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Governo e sindicatos condenam movimento

Escrito por
Redação producaodiario@svm.com.br

Fortaleza/São Paulo. O governo federal disse que a paralisação dos caminhoneiros é "pontual" e tem como único objetivo gerar desgaste político. A avaliação veio do ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Edinho Silva. "Se tivermos uma pauta de reivindicações, o governo sempre está aberto ao diálogo, mas é uma greve que se caracteriza com o único objetivo de gerar desgaste", destacou.

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No Ceará, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes de Mudanças, Bens e Cargas do Estado (Sindicam-CE), José Tavares, também criticou a greve iniciada ontem, destacando que a mesma não conta com a aprovação de nenhum sindicato ou federação nacional.

"É uma paralisação muito mais política do que reivindicatória. Só quem está aderindo são os caminhoneiros autônomos", afirmou.

Sem interferência

José Tavares informou também que o grupo intitulado "Comando Nacional do Transporte", que organizou as manifestações desta segunda-feira, chegou a pedir para que os sindicatos não interferissem nos protestos realizados ontem. Em nota oficial, a Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam) condenou a atitude e garantiu que não reconhece a legitimidade da greve. "Somos contra a paralisação do dia 9 de novembro por não representar os anseios da categoria e por servir apenas a interesses escusos e alheios a nós", afirmou.

O Comando Nacional do Transporte vem afirmando que, entre as reivindicações da greve dos caminhoneiros, está o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Edinho Silva lamentou o fato da greve "ter se caracterizado com uma aspiração única de desgaste político do governo". Segundo o ministro, nenhuma entidade representativa dos caminhoneiros apresentou qualquer pauta de reivindicação ao Executivo até o momento.

"Você não pode apresentar uma pauta onde o centro é o desgaste do governo. Uma greve geralmente vem com questões econômica, questões sociais. Geralmente é propositiva, mesmo quando trata de questões políticas. Nunca vi uma greve onde único objetivo é gerar desgaste", finalizou Edinho Silva.

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