Acordo entre Mercosul e UE deve impulsionar exportações de frutas do Ceará, diz Alckmin

Presidente em exercício também vislumbra o crescimento do turismo entre os blocos.

Foto que contém Geraldo Alckmin, presidente da República em exercício.
Legenda: Presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin esteve na abertura do 10º Salão do Turismo, em Fortaleza.
Foto: Thiago Gadelha.

O presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin (PSB), afirmou que o acordo de livre comércio entre o Mercado Comum do Sul (Mercosul) e a União Europeia (UE) deve ser benéfico principalmente para a cadeia produtiva de frutas do Ceará.

O setor representa uma das principais pautas exportadoras do Estado para o bloco europeu.

As declarações foram feitas por Alckmin na manhã desta quinta-feira (7) durante participação na abertura do 10º Salão do Turismo, realizado no Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza.

O acordo entre os dois blocos entrou em vigor em 1º de maio, estabelecendo livre comércio entre os países da UE e do Mercosul.

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Para Alckmin, os benefícios para o Ceará incluem em especial as frutas, como melão, melancia e manga, principais itens do agronegócio cearense comercializados com bloco europeu.

"É uma enorme oportunidade, o maior acordo entre blocos do mundo. Estamos falando de 720 milhões de pessoas e US$ 22 trilhões de mercado, 1/4 do PIB do mundo. Vai abrir muitas oportunidades. O Ceará, por exemplo, é um grande importante produtor de frutas. Vai zerar o imposto de importação", pontua.

Dados do Mercosul apontam que 99% dos produtos do agronegócio brasileiro terão redução progressiva de imposto de importação na UE. Isso inclui frutas como melão, melancia e manga, produzidas no Ceará, sobretudo na região do Vale do Jaguaribe.

Brasil vislumbra aumento do turismo europeu e mira China

A proximidade estratégica do Ceará e o acordo entre Mercosul e UE devem destravar não só investimentos na cadeia comercial, beneficiando o agronegócio e a indústria. De acordo com Alckmin, o turismo deve ser beneficiado.

"O ganha-ganha não é só comércio exterior, mas é também indireto no aspecto cultural, social e turístico, é o multilateralismo. Se aproxima a União Europeia do Mercosul", defende.

Outro ponto ressaltado por ele foi a derrubada nesta quinta-feira da necessidade de visto para chineses entrarem no Brasil. A norma passa a vigorar a partir da próxima segunda-feira (11) e deve ampliar a chegada desses turistas ao País.

Alckmin afirma que, em 2025, cresceu em 35% a solicitação de vistos de turistas vindos da China no comparativo com o ano anterior. Sem a necessidade do visto, retirada no começo deste ano, a perspectiva é de uma visitação ainda maior dos chineses. 

"Estamos falando de um país com 1,3 bilhão de pessoas, maior parceiro comercial do Brasil. Acho que vai ser uma avenida importante", comenta.

Viagem de Lula foi para renegociar tarifas, afirma Alckmin

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) viajou nesta quarta-feira (6) para os Estados Unidos para reunião com o presidente Donald Trump.

Segundo Alckmin, é uma oportunidade para rever as sobretaxas impostas pelo governo estadunidense ao Brasil, bem como ampliar parcerias do Ceará com o país norte-americano.

"Estamos com metade da exportação brasileira dos Estados Unidos zerada, não tem imposto, e 20 e poucos por cento com 10%. Vamos também ajudar o estado do Ceará, que é um importante estado exportador, buscando outras parcerias com o governo americano", classifica.

 

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