Agro

O poder dos pequenos: tecnologia e sustentabilidade modernizam o agro no Ceará

Luciano Rodrigues luciano.rodrigues@svm.com.br
22/03/2026 - 11:00

A distância até a capital mais próxima - Fortaleza ou Teresina - é de cerca de 300 quilômetros (km) por estrada, seja de qual for a cidade da Serra da Ibiapaba. É um caminho considerável, mas que abre possibilidades para a descoberta de um eldorado agrícola encravado no alto daquela região cearense.

Na divisa com o Piauí, subindo qualquer um dos nove municípios da Serra da Ibiapaba, floresce uma agricultura forte e inovadora. Essa dinâmica está ancorada em três pilares: a agricultura familiar, a disponibilidade de microcrédito rural orientado e a cooperação entre vizinhos.

A variedade encontrada no local é enorme: batata-doce, café, flores ornamentais, framboesa, melancia, morango, pitaya. São inúmeros produtos agrícolas que crescem na região e que não são comuns no restante do Estado, calcado na força de pequenos produtores rurais. E é o microcrédito que atua como o elo entre essa diversidade produtiva e a viabilidade econômica desse território serrano.

Por essas razões, a Serra da Iabiapaba serve como um laboratório para observar a dinâmica dos pequenos produtores no agro cearense. Para se ter ideia da força do microcrédito na região, o número de operações ativas na Serra da Ibiapaba alcança 20 mil, volume equivalente ao total de unidades familiares de produção rural da zona.

Os dados são do Banco do Nordeste (BNB) e do Censo Agropecuário 2022, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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Nesta primeira parte da reportagem “O novo agro: microcrédito rural como motor de desenvolvimento do Ceará”, o Diário do Nordeste foi em busca de histórias que mostram a transformação do campo. Você conhecerá como a união entre tecnologia, sustentabilidade e microcrédito está fortalecendo o pequeno produtor e redesenhando a agricultura cearense

Inovação e sustentabilidade

São aproximadamente 320 km de distância que separam Fortaleza de Jurema Norte, distrito de Ibiapina, um dos municípios da serra. Naquela localidade, o  agricultor Francisco Pereira Lima cultiva o hábito de receber estudantes e interessados no desenvolvimento da agroecologia, uma das principais vertentes da chamada agricultura sustentável, conforme informações da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Nos cinco hectares de posse do produtor rural, tudo o que se planta dá, sem necessariamente um roçado dedicado para um cultivo específico. Nas terras de Francisco, a acerola convive com a pitaya branca, limão-taiti, laranja-pêra, jamelão, melão, abacaxi e o abacate, só para citar algumas. 

Aos 65 anos, Francisco não sabe precisar ao certo desde quando é agricultor, mas garante que é "desde que se entende por gente". A única lembrança concreta é que, desde 1982, quando tinha 22 anos, contratou os primeiros financiamentos rurais.

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Legenda: Francisco Pereira Lima é agricultor desde que se entende por gente, segundo ele próprio.
Foto: Fabiane de Paula.

Embora não tenha a certificação, o agricultor garante que toda a produção é orgânica, livre de agrotóxicos. Para isso, aproveita os dejetos de uma pequena criação de porcos dentro da sua propriedade, processa em um biodigestor criado por ele próprio e usa o biofertilizante resultado do processamento no solo para as plantas.

"Fiz por meio de pesquisas na internet. Funciona com dejeto de porco, e uma parte que uso papel, que gera líquido que gera gás e, principalmente, biofertilizante. É ótimo. Em vez de estar poluindo com o dejeto do porco, estou utilizando direto nas plantas", comenta.

A tecnologia é muito importante no meu caso, por permitir o tratamento de um dejeto que poderia contaminar o meio ambiente. O uso de um biofertilizante orgânico diminui a compra de defensivos".
Francisco Pereira Lima
Agricultor de Ibiapina

Essa produção é financiada pelo Agroamigo, programa de microcrédito do Banco do Nordeste criado em 2005. Francisco utiliza o crédito desde o início e mantém hoje dois empréstimos para o cultivo de limão e a compra de insumos. Ao todo, o empréstimo totaliza R$ 18,8 mil, a serem pagos em seis prestações anuais de R$ 3,4 mil com juros de 1,5% ao ano.

As facilidades do microcrédito rural estimulam o agricultor, que quer continuar desenvolvendo o biodigestor e ampliar a criação de porcos para utilizar o biofertilizante nas plantações. O valor necessário gira em torno dos R$ 19 mil, que será contratado após o fim do Agroamigo vigente de Francisco, cuja última parcela será paga em junho deste ano.

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Legenda: Francisco Pereira quer ampliar o biodigestor para fortalecer a agroecologia da propriedade.
Foto: Fabiane de Paula

O que o Francisco colhe da sua produção é vendido para a Ceasa de Tianguá, uma das três centrais de abastecimento do Ceará e localizada na própria serra. "O Agroamigo ajuda e é ótimo. Os juros são baixos, e é um investimento muito bom na agricultura. Pego desde o começo", conta. 

"Tenho planos de fazer uma criação de porcos maior para o biodigestor. Com o biodigestor, diminui a compra até de esterco. Estou terminando de pagar um Agroamigo e vou ver se consigo outro para os porcos", vislumbra o agricultor.

O café de Paturi é feito por uma mulher 

No distrito vizinho ao de Francisco, denominado Paturi, também em Ibiapina, vive Kaylane Santos. Aos 22 anos, ela é aluna do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE) Campus Ubajara do curso técnico em agroindústria.

Estuda ainda técnica em cafeicultura pelo IFSul de Minas Gerais. É formada em técnica de Administração e Qualidade, além de várias formações em implantação, manejo e análise sensorial de café.

O currículo vasto ainda reserva a profissão de agricultora, legado familiar que vem dos avós, continua perpetuado pelos pais e que Kaylane preserva "no quintal de casa".

São 10 familiares trabalhando em dois hectares em oito variedades de café que nascem do solo fértil do Paturi, aliado com plantações de maracujá, laranja e tangerina, essenciais para as nuances dos aromas e sabores da torra da fruta.

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Legenda: Aos 22 anos, Kaylane alia conhecimentos técnicos em cafeicultura com a rotina de produtora rural.
Foto: Fabiane de Paula.

"Cresci em meio à agricultura familiar. Desde pequena, era acostumada a ir para o campo e ver meus pais trabalhando. Quando comecei de fato a estudar, queria ter formações para aprimorar o que a gente fazia. Contribuiu muito quando decidi cursar agroindústria, juntando a parte da administração que tinha com a parte do campo que já vinha da nossa família", expõe.

A produção do café de Kaylane ainda é recente. As mudas foram plantadas em 2022, e a primeira safra foi no ano passado. O objetivo inicial era usar a produção como laboratório para variados experimentos, mas a visibilidade do produto fez com que ela mudasse de ideia.

"Como a gente ainda não tinha colhido uma grande quantidade, a ideia ainda não era comercializar o produto. Porém, várias pessoas entraram em contato justamente por ter interesse em conhecer um café produzido na Serra da Ibiapaba, produzido por mulheres e cultivado de uma forma completamente diferente", defende.

Quando decidi plantar, muita gente dizia que não daria certo. Hoje, estou vendo resultado. Sendo mulher e jovem, as pessoas não dão credibilidade, e nada melhor do que mostrar na área que está dando certo. Além de ter a força de vontade, ainda mais sendo mulher e jovem, tem que mostrar de fato resultados, para poder ser vista no mercado e servir de fato como inspiração".
Kaylane Santos
Agricultora e estudante

Para plantar o café, a agricultora também contou com um empréstimo do Agroamigo. O montante adquirido chegou aos R$ 35 mil, a serem pagos em três parcelas com início ainda em 2026.

A iniciativa perpetua algo que já era feito pela família desde o avô dela, que até hoje garante o sustento com a safra de maracujá, além do pai, que a ajuda na produção.  

"Meu avô fez parceria e adquiriu inúmeros benefícios para a nossa propriedade, desde irrigação até infraestrutura. Depois, também entrei. As áreas que temos começaram com o pontapé do Agroamigo, e tem sido um trabalho que está dando resultados. O importante é receber o benefício e aplicá-lo da melhor forma", pondera Kaylane.

"Já vejo inúmeras pessoas, principalmente mulheres, que estão entrando na parte do café. Estou vendo como uma possibilidade que abriu oportunidade para diversos segmentos. Não é só você trabalhar com o plantio, mas é entregar qualidade para o consumidor", continua.

Kaylane pretende continuar investindo na produção de café com o apoio do microcrédito rural e almeja mercados para vender a produção. Com os cursos técnicos e a experiência na agricultura, a jovem produtora rural quer motivar outras mulheres a investirem e a inovarem no campo.

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Legenda: Kaylane analisa sensorialmente o café que planta.
Foto: Fabiane de Paula.

"A união faz a força. Apesar da gente ter uma pequena área plantada, é bastante produtiva. Não adianta ter grandes áreas e não saber produzir da melhor forma. Esse o papel dos pequenos agricultores: se juntarem para fazer algo que dê certo, bom e produtivo para todos", arremata a agricultora.

Agro responde por 20% do PIB de R$ 7,2 bi na Serra 

As experiências de Francisco e Kaylane se somam a uma vastidão de pequenos produtores rurais que integram a Serra da Ibiapaba, considerada a principal fronteira agrícola do Ceará.

O Ceará é dividido em 14 regiões de planejamento conforme o Ipece. A Serra da Ibiapaba é uma delas e engloba nove municípios, onde todos, com exceção do Ipu, fazem divisa com o Piauí. 

No total, o Produto Interno Bruto (PIB) dessas cidades chegou perto dos R$ 7,2 bilhões em 2023, de acordo com os últimos dados do PIB dos Municípios divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A agropecuária foi responsável por cerca de 20% dessa fatia.

Ibiapina, onde moram Francisco e Kaylane, teve PIB em 2023 de R$ 431,9 milhões. Desse total, 22%, ou quase R$ 95 milhões, foram oriundos da agropecuária.

O que há de especial na Serra da Ibiapaba?

Francisco José Tabosa, coordenador do Programa de Pós-Graduação em Economia Rural da Universidade Federal do Ceará (UFC), analisa que o êxito agrícola ibiapabano é resultado de atividades desenvolvidas desde os anos 1990, com cultivos adaptados ao local, como abacate e maracujá.

"Lá tem clima frio, tem Sol e água. Se analisarmos bem o Ceará, mais de 90% do território está no semiárido. Essa é a grande dificuldade. Como a Ibiapaba está bem acima do nível do mar, tem um bom solo e tem água, isso se torna um fator atrativo. Nos últimos anos, começou a ter essa diversificação de produtos", evidencia.

A grande vantagem, no entanto, está no fracionamento das atividades desempenhadas na região, como esclarece Tabosa. O professor frisa que a Ibiapaba é marcada sobretudo por pequenos produtores rurais. 

"Os produtos produzidos na Ibiapaba não são de atividades extensivas de terra, como milho, trigo e soja. A produção se adapta bem a pequenas propriedades. Vemos inúmeros produtores com pequenos minifúndios trabalhando diversos produtos. Essa diversificação é característica do setor, com os novos produtos trabalhados", define o especialista.

Tecnologia e clima garantem 30% do agro cearense

Além das produções agrícolas encontradas na Ibiapaba que praticamente inexistem em outras regiões do Ceará, como morango e tomate, as novas tecnologias adotadas para cultivos credenciam os municípios da serra ao principal polo da agricultura cearense.

Dados da Secretaria do Desenvolvimento Econômico do Estado do Ceará (SDE) de 2024 mostram que o Valor Bruto da Produção (VBP), indicador que mede o faturamento bruto da produção agropecuária, teve uma balança mais do que favorável para a Serra da Ibiapaba.

O Ceará teve um VBP da agropecuária em 2024, último dado disponível, de aproximadamente R$ 8 bilhões nos polos de produção. Desse total, R$ 2,33 bilhões vieram dos municípios ibiapabanos, o que corresponde a 30% do total do Estado.

Legenda: Francisco Pereira Lima e Kaylane Santos aproveitam a tecnologia para desenvolver a produção.
Foto: Fabiane de Paula.

Para Gustavo Saavedra, chefe-geral da Embrapa Agroindústria Tropical, além da questão climática, os produtores dos municípios da serra conseguem aliar a tecnologia com a produção, a exemplo do desenvolvimento do biodigestor de Francisco e do laboratório de café de Kaylane.

30%
Esse é o Valor Bruto da Produção do Polo Agropecuário da Ibiapaba no Ceará, consolidando-se como o local mais lucrativo do Estado.

"O grande ponto não é pensar se o produtor é pequeno ou grande, até porque varia o tipo de agricultura que está se fazendo. É encaixar a estrutura fundiária que tem na Ibiapaba com o melhor potencial tecnológico a ser ser disponibilizado, maximizando não só a produção, mas também toda a sustentabilidade econômica e ambiental que hoje a agricultura precisa ter", reflete.

Em relação ao caso específico dos cafés plantados por Kaylane, Saavedra detalha que serão feitos testes na região da Ibiapaba para o desenvolvimento de novas variantes, como o robusta, bastante difundido na agricultura amazônica. 

"São mais resistentes ao déficit hídrico, extremamente bem produtivos, mas que tem uma série de detalhes. Tem a abertura do produtor, disposição dele, pacote tecnológico, que tem que ser demonstrado e ensinado, todo o sistema de crédito agrícola e a assistência técnica", elenca.

Microcrédito como motor de mobilidade social 

Presente não só na vida dos produtores Francisco e Kaylane, citados no início da reportagem, mas na de outros milhares de cearenses, o microcrédito é uma política pública importante para a mobilidade social.

Isso ocorre, principalmente, porque ele reduz as barreiras da localização geográfica e do excesso de burocracia dos bancos sustentados somente pelo lucro, diferentemente da proposta do Banco do Nordeste, que possui um papel de desenvolvimento regional.

Não à toa, o microcrédito compõe alguns dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas para a erradicação da pobreza, trabalho decente e crescimento econômico e igualdade de gênero, entre outros.

O modelo de microcrédito foi criado pelo economista, professor e vencedor do Nobel da Paz (2006) Muhammad Yunus, em 1976. Já no Brasil, o sistema de microfinanças despontou em 1973, com a União Nordestina de Assistência a Pequenas Organizações (Uno) em Recife (PE) e Salvador (BA). O Programa Uno permaneceu ativo até 1991.

Ainda na década de 1990, surgiram os primeiros programas públicos. Em 1996, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) criou o Programa de Crédito Produtivo Popular (PCPP). Em 1998, o Banco do Nordeste (BNB) lançou o Programa Crediamigo e, em 2005, foi desenvolvido o Agroamigo.

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Em vigor desde 2005, o Agroamigo nasceu como uma derivação do Crediamigo, o programa de microcrédito voltado para o meio urbano. O foco passou a ser pequenos e médios produtores rurais, empreendedores e trabalhadores informais que buscam créditos a juros mais baixos junto a bancos. 

Os requisitos são os mesmos dos dois programas. O Agroamigo, por sua vez, é destinado para as necessidades de trabalhadores do campo com atividades relacionadas com o meio rural, que podem ser agropecuárias ou não. 

O diretor de Negócios do BNB, Vandir Farias, acompanha de perto a operacionalização do Agroamigo e enfatiza que a proximidade entre o banco e os produtores rurais, na figura dos agentes de crédito, é essencial para garantir o sucesso do programa.

"Nossos agentes visitam todas as propriedades que são atendidas. Conhecemos cada produtor, a família, o modo de produção e adequamos a oportunidade de crédito às necessidades dele, fazendo um plano de negócio juntos. O Agroamigo tem cerca de 2 milhões de clientes ao todo, e adimplência na casa dos 98%. Isso não é à toa", reverbera.

"O Agroamigo tem uma importância significativa. Possibilitamos crédito para os produtores com juros subsidiados, com prazo e carência adequados à necessidade de cada atividade. Tem atividade que precisa de um ano para reembolsar o banco. Estamos sempre atento às necessidades dos clientes para adaptar melhor o nosso crédito", destaca.

Algumas modalidades do Agroamigo, como a de Quintais Produtivos para Mulheres, têm taxa de juros de apenas 0,5% ao ano. Para Vandir Farias, esse fato comprova que o microcrédito rural é uma política efetiva de inserção do produtor no mercado.

Os municípios da região de planejamento da Serra da Ibiapaba contam com aproximadamente 19 mil operações ativas junto ao Agroamigo, de acordo com o banco. Segundo o diretor de Negócios do BNB, isso demonstra como o microcrédito rural orientado é aliado do desenvolvimento agrícola da região.

"Precisamos ouvir as novidades trazidas pelos clientes e apoiá-los, entender como elas serão colocadas em prática e o banco chegar lá para fazer aquilo acontecer", observa.

"Essas pessoas estão acostumadas a trabalhar sempre no mesmo modelo, mas a gente chega sugerindo a colocação de placas de energia solar e poço profundo. É uma mão dupla: tanto a gente os escuta e procura apoiá-los, como também leva inovação, conhecimento e tecnologia para melhorar a produtividade", argumenta

O sucesso do microcrédito está no "olho no olho"

Ao longo de 20 anos, já foram aplicados mais de R$ 6,5 bilhões no Ceará com o microcrédito rural do BNB, com um retorno dos investimentos próximo dos 100%, como frisado por Vandir Farias. 

A grande sacada é a metodologia do crédito produtivo orientado. É a figura do agente, é a presença, é o olho, é o diálogo com o cliente, que gera confiança. A partir disso, o produtor passa a confiar naquele agente como um apoiador e não como um banco que vai só cobrar. A inadimplência era altíssima no meio rural, e o Agroamigo reduziu isso. Os produtores melhoraram a sua produtividade e a renda.
Silvana Parente
Diretora de economia popular e solidária da Adece e idealizadora do Crediamigo

Esse sucesso já era esperado por Silvana Parente. Atualmente ela desempenha as funções de diretora de economia popular e solidária da Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece) e coordenadora do Ceará Credi.

Em 1998, porém, Silvana se notabilizou por ser uma das idealizadoras do Crediamigo, programa de microcrédito urbano orientado do BNB que deu origem ao Agroamigo. Um dos principais êxitos do microcrédito rural, na visão dela, é o olho no olho entre os agentes de crédito e o produtor rural.

Legenda: Francisco Pereira e Kaylane produzem na Serra da Ibiapaba com apoio do Agroamigo.
Foto: Fabiane de Paula.

Silvana Parente defende que a Serra da Ibiapaba seja um local para atrair outras produtoras rurais, mostrando que o protagonismo da produção agrícola da região "vem dos pequenos agricultores, e grande parte deles é mulher".

"O BNB já havia consolidado o Crediamigo, e foi mais fácil de levar para o campo essa metodologia. Existe também o apoio do Governo Federal, porque é uma política pública. O Agroamigo é subsidiado, a taxa de juros não é extorsiva. Isso ajuda a reduzir os custos para o produtor, não no sentido de perdoar a dívida, mas sim de ser um microcrédito orientado aplicado de forma correta", classifica a especialista.

A segunda reportagem da série "O novo agro: microcrédito rural como motor de desenvolvimento do Ceará" foca em produtores de médio porte da região. Eles começaram o plantio com o apoio do Agroamigo, evoluíram a produção e hoje são financiados por linhas de crédito do BNB que podem ultrapassar os R$ 1 milhão.

Créditos

Luciano Rodrigues, Repórter | Fabiane de Paula, Produtora Audiovisual | Louise Dutra, Artes e Diagramação | Bruna Damasceno e Hugo R Nascimento, Supervisores de Jornalismo | Victor Ximenes, Coordenador de Jornalismo | Ívila Bessa, Gerente de Jornalismo do Diário do Nordeste, Verdinha e TV Diário | André Melo, Gerente de Audiovisual | Gustavo Bortoli, Diretor de Jornalismo e Esporte

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