Bolsonaro chama Petrobras de 'monstrengo' e diz que espera privatizar 'parte dela'

O presidente também criticou a reforma da previdência e disse que as alterações no sistema de cobrança de impostos não são o que o governo esperava

Escrito por Estadão Conteúdo,

Negócios
Bolsonaro falando ao microfone
Legenda: Bolsonaro também criticou a reforma da Previdência
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) fez críticas, nesta quarta-feira (10), à Petrobras e à reforma tributária em andamento no Congresso. Em entrevista para a Rádio Cultura FM, do Espírito Santo, o chefe do Executivo chamou a estatal de "monstrengo" e disse querer privatizar "parte dela" — sem, contudo, dar detalhes.

"Não tenho ingerência sobre a Petrobras. Espero privatizar parte dela, o que não é fácil. Petrobras é um monstrengo, uma estatal com monopólio e vive a vida em função dela", afirmou o presidente, que já disse que a petrolífera deveria gerar menos lucro.

Sobre a reforma tributária, ele disse que as alterações no sistema de cobrança de impostos não são o que o governo esperava.

"A tributária é complicada. Passei 28 anos como parlamentar. Essa reforma tributária que está aí não era o que a gente esperava, mas está caminhando, a gente espera que dê certo", declarou o presidente.

O texto, no entanto, está travado no Congresso. 

Auxílio Brasil

Um dia após a Câmara dos Deputados aprovar a PEC dos Precatórios em segundo turno, Bolsonaro ainda voltou a dizer, durante a entrevista, que o governo não pode pagar um benefício acima de R$ 400 no Auxílio Brasil.

"A gente sabe que não pode dar mais do que isso para a inflação não explodir", declarou. "É, eu posso me dar bem com o programa, mas não quero que o povo passe fome", disse. 

Ao postergar o pagamento de dívidas transitadas em julgado e mexer no teto de gastos, a PEC dos Precatórios abre espaço fiscal para pagar o Auxílio Brasil de R$ 400 até o fim de 2022, ano eleitoral, e para ampliar o pagamento de emendas parlamentares.