Após anunciar quatro medidas para mitigar os impactos do tarifaço sobre a economia cearense, o Governo do Ceará irá se reunir novamente com o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, para alinhar as ações que envolvem o governo federal.
O encontro está previsto para esta quinta-feira (7), segundo a Casa Civil do Estado. Ainda de acordo com o órgão, somente após essa reunião serão definidos detalhes como os valores do auxílio às empresas, que serão especificados em decreto.
Participarão da reunião o governador Elmano de Freitas e representantes da Procuradoria-Geral do Estado (PGE), da Secretaria da Fazenda (Sefaz) e da Secretaria do Desenvolvimento Econômico.
Em 29 de julho, Alckmin recebeu, em Brasília, o governador Elmano de Freitas e representantes dos setores produtivos cearenses que exportam aos Estados Unidos.
A reunião desta quinta-feira deve trazer devolutivas às sugestões apresentadas no primeiro encontro. Na ocasião, Alckmin ressaltou que o Ceará deveria ter prioridade nas ações de apoio.
A Casa Civil destaca que o alinhamento com o governo federal será importante para a definição das medidas de apoio aos empresários cearenses, divulgadas pelo governo cearense nesta quarta-feira (6).
MEDIDAS DE APOIO ÀS EMPRESAS EXPORTADORAS
O conjunto de medidas de socorro às empresas cearenses inclui aquisição de alimentos para restaurantes universitários e programas como Ceará sem Fome.
O plano também inclui a antecipação de pagamento de créditos do Imposto de Circulação sobre Mercadorias e Serviços (ICMS), tributo estadual, e outros incentivos fiscais.
Segundo o Governo do Ceará, algumas medidas dependem de ação federal. Mais detalhes sobre as ações de apoio aos setores constarão em projeto de lei a ser enviado à Assembleia Legislativa.
A gestão federal também deve divulgar seu plano de ações nos próximos. O Ministério da Fazenda enviou o conjunto de ações ao Planalto nesta quarta-feira (6).
Segundo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, as medidas visam proteger, principalmente, as pequenas empresas exportadoras.