Oruam faz apelo contra roubos no Rio e critica crimes contra trabalhadores
Trapper afirmou que violência tem atingido inocentes, cobra reflexão e diz que atitudes mancham a imagem da favela.
Oruam usou as redes sociais nesta quinta-feira (29) para fazer um desabafo público contra a onda de roubos no Rio de Janeiro. Em um vídeo direcionado a jovens envolvidos em crimes, o artista pediu que trabalhadores deixem de ser alvo da violência e classificou a situação como prejudicial para toda a comunidade.
Em tom direto, o trapper criticou as ações recentes e pediu mais consciência. “Pega a visão, mano, o papo vai pros 'menor' do roubo que tá roubando o Rio de Janeiro todo aí. Pega a visão, mano. Vocês estão fazendo feião, mano".
Oruam destacou que as consequências dos crimes recaem sobre pessoas que não têm relação com a criminalidade. “Vocês estão matando vários trabalhadores, pais de família, por causa de uma moto”, disse, ao lamentar mortes e assaltos envolvendo cidadãos comuns.
Segundo o músico, a violência acaba recaindo também sobre artistas que retratam a realidade das periferias em suas músicas. “A responsabilidade tá caindo pra mim, mano. Tá caindo pra nós que é artista, que canta a realidade da favela. Vocês estão fazendo feião, tropa. Pega a visão, feião. Vocês estão manchando nós, manchando a favela”, continuou.
Oruam afirmou ainda que nem mesmo outros músicos têm sido poupados da criminalidade. Ele citou o roubo do cordão de ouro do rapper Chefin e mencionou o assalto ao carro de Poze do Rodo, ocorrido em setembro do ano passado.
No desabafo final, o artista negou qualquer conivência com os crimes e reforçou o impacto da violência sobre quem trabalha honestamente. “Vocês acham que eu sou conivente com isso, mano? Qual é, mano? Matando várias pessoas inocentes, trabalhador, pai de família. Quando nós precisamos, quem ajuda nós é o motoboy. O que é isso, mano? [...] Bota a cabeça no lugar, mano. O bagulho é feio, mancha a favela”.
Quem é Oruam
Oruam é filho do traficante Marcinho VP, preso por crimes como homicídio qualificado, formação de quadrilha e tráfico de drogas, além de ser apontado como líder da facção criminosa Comando Vermelho.