As buscas físicas pela psicóloga cearense Vitória Figueiredo Barreto, desaparecida há 17 dias em Brightlingsea, no Reino Unido, estão prestes a serem concluídas, segundo informou a Polícia de Essex em comunicado nesta sexta-feira (20). Na atualização, a corporação garantiu que, apesar da falta de informações, os trabalhos para encontrá-la devem seguir por meios diversos.
"Embora a grande maioria das nossas buscas físicas já tenha sido concluída, com algumas áreas-chave sujeitas a buscas repetidas, nosso trabalho para encontrar Vitória não vai parar", pontuou Anna Granger, detetive responsável pelo caso da brasileira.
Itens como a mochila carregada por Vitória no dia do desaparecimento e o laptop dela estão entre os achados das buscas. As últimas imagens encontradas da cearense são do último dia 4 de março, um dia após ela não retornar com a amiga para a cidade de Southend-on Sea, onde estava hospedada.
Desde então, os esforços policiais têm se concentrado tanto em Brightlingsea como em Bradwell-on-Sea, assim como em toda a península de Dengie. A hipótese mais recente é a de que a cearense teria entrado em um barco, locomovendo-se de um lado ao outro da costa, mas ainda não há pistas concretas sobre qual o caminho seguido por ela.
Segundo Granger, as buscas continuam explorando "diversas vias", incluindo "dados de comunicação e financeiros". "Ambas as investigações têm se mostrado complexas devido à sua nacionalidade brasileira e exigem contato internacional, no qual continuamos trabalhando com o apoio dos familiares de Vitória e da Embaixada do Brasil", ponderou a detetive.
A Polícia de Essex ainda reforçou que não pretende "deixar pedra sobre pedra" em relação às horas que antecederam ou às que sucederam o desaparecimento da cearense.
Família pressionou por quebra do sigilo de dados
A família de Vitória divulgou, ainda na última terça-feira (17), um apelo às autoridades brasileiras para conseguir a quebra dos sigilos bancários e telefônicos da psicóloga.
O Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) já havia autorizado, antes do pedido, todas as quebras solicitadas, com intuito de complementar as investigações policiais e consulares.
Liliane Além-Mar, a amiga com a qual Vitória estava hospedada, criticou a falta de acompanhamento pelo Itamaraty e pelo Consulado-Geral do Brasil em Londres. "Cadê o acesso aos cartões [de crédito]? Ainda não conseguimos acesso às contas", reforçou na ocasião.
No novo comunicado desta sexta (20), a Polícia de Essex frisou que o contato com a embaixada brasileira tem sido constante.
Entenda o caso do desaparecimento da cearense
Vitória tem 30 anos e está desaparecida desde o último dia 3 de março. Ela estava na Universidade de Essex, onde a professora Liliane Além-Mar leciona, mas não apareceu no horário e no local combinado para retornar para casa com a amiga.
O que se sabe é que, naquele dia, a cearense tomou um ônibus para Brightlingsea, onde, em tese, nunca esteve, e entrou em um pequeno barco a remo. De lá, navegou cerca de 100 metros até outro trecho da costa, onde tentou entrar em uma embarcação maior, movida a motor, mas não conseguiu.
Foram encontrados a bolsa e o laptop da cearense. Policiais e voluntários fazem as buscas na região.