HGF transfere pacientes da emergência e esvazia corredores lotados há anos; veja imagens
Unidade é referência em diversos tratamentos, mas funcionava historicamente acima da capacidade.
O Hospital Geral de Fortaleza (HGF), uma das maiores unidades públicas do Ceará, localizado no bairro Papicu, em Fortaleza, transferiu todos os pacientes dos corredores da emergência, esvaziando um local que resistia há muitos anos lotado de pacientes em macas, à espera de leitos.
Há cerca de 20 dias, pacientes começaram a ser transferidos para o Hospital Universitário do Ceará (HUC), no Itaperi, também em Fortaleza. A unidade, inaugurada em março do ano passado, vem recebendo pessoas de outros hospitais, como ocorreu semana passada ao internar crianças do Hospital de Messejana Dr. Carlos Alberto Studart Gomes (HM).
A reportagem do Diário do Nordeste esteve no HGF, na manhã desta segunda-feira (8), entrou nos corredores e constatou o esvaziamento. Além disso, conversou com acompanhantes de pacientes que estão em leitos, que também confirmaram a retirada de pessoas do local.
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No local, segundo uma técnica de enfermagem,todos os pacientes que estavam no corredor tinham doenças vasculares e, por isso, foram levados ao HUC, pois "o hospital tem mais o perfil de acolher esse tipo de enfermidade". O remanejo, disse ela à reportagem, acontece há, pelo menos, 15 dias.
Já o motorista de uma das ambulâncias responsáveis por esse translado dos pacientes dos corredores acrescentou que as várias viagens ao longo do dia eram realizadas com cerca de quatro pacientes por veículo.
Além disso, parte dos corredores está em obras, mas ainda não há informações do que será realizado no local e quando a reforma será concluída.
No fim de semana, a secretária de Saúde do Ceará, Tânia Mara, compartilhou em seus stories postagens de profissionais que comemoravam o esvaziamento do corredor, alguns informando que há 25 anos isso não ocorria.
Essa retirada de pacientes de áreas inadequadas do HGF já ocorreu algumas vezes, no entanto, a situação acaba retornando, com pessoas em corredores, à espera de leitos.
Veja imagens da unidade
Antigo 'piscinão' do HGF
Há anos, o HGF era conhecido por registrar lotação de pacientes em macas nos corredores. Na recepção da unidade hospitalar, uma ala era improvisada e centenas de pessoas ficavam acomodadas no "piscinão", enfrentando queda de energia, higiene precária e calor excessivo.
Em determinados períodos, o local chegou a abrigar mais de 300 pessoas.
Em 2013, a gestão estadual da época realizou transferências de pacientes para leitos de retaguarda em hospitais parceiros, como a Santa Casa de Misericórdia e o Hospital Waldemar de Alcântara, e realizou obras no local. As reformas levaram à estruturação de duas enfermarias e readequação dos corredores, extinguindo o "piscinão".