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Inflação da RMF é de 4,89% no ano, a menor do País

No acumulado dos últimos 12 meses, o índice na RMF também teve a menor variação do Brasil: 5,95%

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Redação producaodiario@svm.com.br
Legenda: O IPCA-15 de novembro teve alta ante outubro, subindo 0,49%. O maracujá (26,27%), a batata inglesa (20,75%) e o tomate (18,29%) foram os itens que registraram os maiores aumentos de preços
Foto: FOTO: ALEX PIMENTEL

A Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) registrou a menor variação de janeiro a novembro (4,89%) no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15), prévia da inflação oficial. A taxa acumulada nos últimos 12 meses na RMF também foi a menor (5,95%), entre as 11 regiões pesquisadas, mesmo índice atingido por Brasília. Os dados foram divulgados, ontem, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na opinião do economista Ênio Leão, vice- presidente do Instituto Brasileiro dos executivos de Finanças no Ceará (Ibef-CE), apesar de os índices da RMF serem os menores, eles ainda são considerados altos. "Nós estamos ficando no limite da meta, há bastante tempo, com grande risco de estourá-la", avalia

Alta em novembro

Já o IPCA-15 de novembro teve aceleração em relação ao mês anterior. Em outubro, o indicador ficou em 0,41% . Neste mês, a inflação quinzenal registrou 0,49%. Assim, a RMF teve a quarta maior alta na prévia da inflação, ficando atrás apenas de Porto Alegre (0,53%), Belém (0,66%), e Goiânia (0,77%). O índice acumulou alta de 5,95% nos últimos 12 meses e 4,89% neste ano na região.

Preços

O maracujá (26,27%), a batata inglesa (20,75%) e o tomate (18,29%) foram os itens que registraram as maiores altas de preços na primeira quinzena de novembro. Tiveram as maiores baixas a cebola (-19,76%), a farinha de mandioca (-8,42%) e o óleo de soja (-4,07%).

Queda nacional

O IPCA-15 nacional, ao contrário do regional, apresentou desaceleração. A taxa de novembro registrou alta de 0,38%, frente a 0,48% do mês de outubro. Nos últimos 12 meses, o IPCA-15 teve acúmulo de 6,42%, abaixo dos 12 meses imediatamente anteriores (6,62%).

Já os preços dos alimentos e bebidas, embora tenham desacelerado, continuam a apresentar o maior peso sobre o índice e foram responsáveis por 0,14% do IPCA-15 do mês, com destaque para as carnes, que subiram 1,90%. Outros produtos também ficaram bem mais caros de um mês para o outro, a exemplo da batata inglesa (13,85%) e do tomate (12,12%).

Indefinição

Para o economista Ênio Leão, mesmo com as baixas mensais e acumuladas no IPCA-15, ele aposta que a inflação fechará o ano próxima do teto da meta ou acima dos 6,5%. "Temos um impacto grande ainda por vir do aumento do dólar. Em condições normais, essa inflação já deveria ter estourado, o que não aconteceu porque a atividade econômica vem se reduzindo rápido. A inflação está diminuindo porque a demanda também está se reduzindo e o País está crescendo cada vez menos", disse.

IPCA-15: Mantega festeja resultado

Brasília. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, comemorou o resultado do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15), que teve variação de 0,38%, em novembro, abaixo das inflações de outubro e no mesmo mês do ano passado. O indicador foi divulgado ontem, pelo IBGE. No caso, é levado em conta dados coletados entre 14 de outubro e 12 de novembro.

"Significa que a inflação está crescendo menos, o que é uma boa notícia. Esta época do ano, a inflação estaria acelerando um pouco, mas não está. Outra notícia boa é o desemprego. Caiu mais ainda, e está em 4,7%. Inflação para baixo e desemprego diminuindo, portanto emprego melhorando", disse.

O ministro indicou que, "talvez, com os últimos resultados", não seja preciso mais elevar os juros para conter a inflação ou recalibrar a política de juros.

Para ele, tudo dependerá da forma como será conduzida a política fiscal e do comportamento da inflação. "Com a inflação de hoje, mais moderada, significa que não é necessária nenhuma medida adicional. Isso é a minha opinião. Mas o Copom - Comitê de Política Monetária, do Banco Central (BC)- tem autonomia. O que posso dizer hoje é que a inflação está mais baixa", avaliou.

Diante da insistência de um dos repórteres se o que tinha dito significava não subir mais os juros, Mantega respondeu: "Imagina. Sempre será necessário subir ou descer os juros. É uma permanente na política monetária. Agora, quando a inflação cai, não sei. Você é quem resolve", disse se dirigindo ao repórter.

Sobre o Índice de Atividade Econômica do BC (IBC-Br), divulgado na última segunda-feira, que mostrou uma expansão de 0,59% no terceiro trimestre deste ano, na comparação com os três meses anteriores, o ministro avaliou que é um "bom número". "Se for confirmado no PIB, significa que não terá havido recessão porque um dos trimestres, que era negativo, vai ficar positivo", ponderou.

Protagonista

É preciso fazer malabarismo na hora de comprar

Para a empresária Cristina Cavalli, a inflação continua afetando o bolso do consumidor, principalmente no que se refere a produtos que abastecem o lar. "O preço das frutas e verduras costuma oscilar muito, mas neste ano está pior. Tenho um restaurante e preciso fazer malabarismos na hora de fazer compras e não repassar o custo final para os clientes".
Cristina Cavalli
Empresária

Murilo Viana
Repórter

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