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BNB: crédito para a indústria ganhar fôlego até 2017

Medida tem como objetivo fortalecer o setor, oferecendo até R$ 3 milhões em crédito a industriais

Escrito por
Redação producaodiario@svm.com.br
Legenda: Alguns empresários já saíram do lançamento com o cartão BNB/Fiec
Foto: FOTO: JL ROSA

Na tentativa de fazer com que o setor industrial atravesse a crise e chegue inteiro em 2017, o Banco do Nordeste (BNB) e a Federação das Indústrias do Ceará (Fiec) lançaram, ontem, o cartão empresarial BNB/Fiec. A iniciativa ofertará a cada industrial o limite de até R$ 3 milhões em crédito rotativo, com prazo de pagamento de até 36 meses, proporcionando mais agilidade e menos burocracia na operação.

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O cartão estará disponível às empresas sem custo de anuidade e com taxas a partir de 1,79% ao mês, sujeitas a variações referenciadas pela taxa Selic. Para empresas que não são associadas à Fiec, as taxas partem de 1,82% ao mês. "A taxa melhor para associados faz parte deste acordo de cooperação para incentivar as empresas a se associarem ao sistema Fiec", apontou João Robério Messias, superintendente estadual do BNB.

Para ter acesso ao cartão, os empresários devem se dirigir à unidade de fomento ao crédito da Fiec e solicitar a inclusão no programa. De acordo com o gerente do núcleo, Fernando Aragão, a unidade irá confirmar a associação da empresa à Fiec e a encaminhará a uma agência do Banco do Nordeste de preferência do empresário. "A partir daí, vai ter um processo de avaliação do limite, que pode chegar a R$ 3 milhões", explicou.

Na avaliação de Beto Studart, presidente da Fiec, a iniciativa fortalecerá a indústria de modo que o setor chegue a 2017 mais bem preparado. Ele apontou que o momento exige tolerância por parte dos empresários, dos fornecedores e da sociedade, para que a situação não fique ainda mais difícil. "Esse momento da economia brasileira me entristece particularmente, porque se desmorona à nossa frente como uma pedra de gelo".

Desigualdade regional

O empresário ainda cobrou que a classe política tenha força para colocar em prática o que é necessário para o desenvolvimento do Nordeste, destacando que a região "continua no fosso da desigualdade regional". "Estamos sempre relegados a um segundo plano. Ou não estamos exercitando o nosso pensamento, ou estamos deixando que outras pessoas, que não têm a capacidade, nos liderem".

Studart elogiou os efeitos do programa federal Bolsa Família para o crescimento econômico da população do Nordeste, apontando que a medida restabeleceu a dignidade do cidadão nordestino ao dar oportunidade que ele possa enviar os filhos à escola e recebê-los de volta em uma casa.

"Já vi muita casa de taipa e hoje não vejo mais. O que vejo são casas feitas de tijolos", ressaltou o presidente.

Automática

Já Marcos Holanda, presidente do Banco do Nordeste, destacou que o banco deve agir como um meio de transformação da economia a partir do atendimento às demandas dos clientes. "Antes, cada vez que o empresariado precisava de um crédito, ele tinha que submeter uma proposta que passava por toda a burocracia do banco. Agora, essa aprovação é automática".

Segundo a secretária Nicolle Barbosa, do Desenvolvimento Econômico do Ceará, a iniciativa é de extrema importância, principalmente por retirar a burocracia envolvida nas operações de crédito. "É uma ação que vem em boa hora, em um momento em que é preciso reinventar o modo de fazer as coisas para se ter um resultado melhor, podendo passar por essa crise e continuar forte".

Investimento

Na ocasião, três empresários receberam, em mãos, dos presidentes do BNB e da Fiec o novo cartão: José Antunes Mota, presidente da Laticínios Cambi; Victor Higgino, presidente da Qualygraf; e Daniel Jereissati, sócio diretor da Casa do Frango. Todos destacaram a importância da medida para que as empresas atravessem o momento sem maiores dificuldades.

Inovação

Enquanto Mota aproveitará o recurso para promover a inovação de produtos e de procedimentos em sua fábrica, adquirindo novos equipamentos e investindo em treinamento de pessoal, Higgino investirá em novos insumos. "É no momento de crise que você tem que se diferenciar. Vou investir na fabricação de produtos diferenciados", pontuou. Jereissati, por sua vez, afirmou que o recurso será utilizado com máquinas e equipamentos, além de insumos.

Yohanna Pinheiro
Repórter

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