Ceará tem quatro artistas indicados ao Prêmio Pipa 2026

A premiação criada em 2010 é um reconhecimento à arte contemporânea brasileira.

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Montagem com quatro retratos de pessoas diferentes: à esquerda, um homem de boné amarelo e camisa clara; ao lado, uma mulher sorridente com lenço na cabeça e blusa azul; na terceira imagem, uma pessoa de camiseta amarela sorrindo; à direita, uma mulher com cabelo preso, brincos grandes e vestido claro, também sorrindo.
Legenda: Charles Lessa, Jane Batista, Bárbara Banida e Gi Monteiro são indicados ao Prêmio Pipa 2026.
Foto: (1) Davi Rocha/ (2) Divulgação / (3) Davi Rocha/ (4) Divulgação.

O Ceará tem quatro artistas entre os indicados ao Prêmio Pipa 2026, comenda de divulgação da arte contemporânea no País criada em 2010. 

Foram indicados o artista visual Charles Lessa, a fotógrafa perfomática e poeta Jane Batista, a multiartista e gestora cultural Bárbara Banida e a artista Gi Monteiro. 

Eles estão entre os 55 indicados à 17ª edição do Prêmio Pipa, que, em 2025, premiou uma cearense. 

Nascida em Fortaleza e radicada no Rio de Janeiro, a artista Darks Miranda foi laureada por obra que explora escultura, performance e audiovisual

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Veteranos no Prêmio Pipa

Essa é a segunda vez que Charles Lessa e Jane Batista são indicados ao Prêmio Pipa. 

Charles Lessa foi indicado pela primeira vez em 2022. Agora, ele é reconhecido por produção que constrói narrativas visuais que mesclam ficção, memória e referências da cultura popular. 

O Verso conversou, em 2025, com o artista que contou sobre as influências vindas desde a infância até o desenvolvimento das pesquisas atuais no Cariri, onde vive. 

Nascida no Piauí e radicada no Ceará, Jane Batista está sendo indicada pelo segundo ano consecutivo. A artista investiga identidade, ancestralidade e pertencimento por meio de imagens de forte carga simbólica.

Primeira indicação

As duas cearenses indicadas pela primeira vez ao Prêmio Pipa tem em comum também o reconhecimento de uma população historicamente marginalizada. 

Artista, periférica, negra e travesti, Gi Monteiro abriu a primeira exposição individual, "Céu da boca da noite", em janeiro deste ano. Nela, ela toma o escuro como metodologia e descobre formas que ainda não tem nomes.

A multiartista conversou com o Verso em janeiro sobre como as próprias vivências e a memória de travestis e pessoas trans no Ceará estão entrelaçadas em suas obras

Bárbara Banida articula o fazer artísticos e a coletividade por meio da Banida Plataforma, coletivo que busca captar recursos para projetos de artistas cearenses considerados “dissidentes”.

artista falou sobre a escolha do termo dissidentes como forma de destacar a arte feita por pessoas LGBTQIAP+, indígenas e pessoas com deficiência, entre outros grupos minorizados.