Cortinas como paredes entre ambientes
A estratégia é acessível, moderna e reversível. Confira dicas de como usar!
Num tempo em que as casas ficaram menores, mais flexíveis e cheias de múltiplas funções, as cortinas voltaram a assumir um papel que vai além do óbvio. Já não servem apenas para filtrar a luz ou garantir privacidade diante da janela. Agora, elas passam a dividir ambientes com a mesma suavidade e com uma inteligência prática que conversa bem com a vida atual moderna.
Usar cortinas como divisórias é bem mais acessível e, do jeito certo, dá todo um borogodó pro ambiente. Diferente de paredes, elas abrem e fecham conforme o humor do dia, a visita que chega ou a necessidade de privacidade.
Num apê pequeno, pode separar o quarto da sala sem quebrar a fluidez e também criam um home office provisório que desaparece ao fim do expediente, pois basta fechar as cortinas e outra atmosfera surge. Em estúdios, ajudam a delimitar funções sem sacrificar a sensação de amplitude.
Sala com look novo
A verdade é que a casa da gente troca de look a cada nova temporada. O nosso morar tem movimento e acompanha o ritmo do nosso viver. Há alguns meses, divido aqui como tenho preenchido os espaços com texturas, penduricalhos, memórias e tudo o que é afetivo.
Na sala, sentia falta de tecidos esvoaçantes e dessa sensação de casa vestida com aconchego que elementos como o tapete e cortinas têm o poder de imprimir. Duas coisas simples que mudam completamente a atmosfera, sabia?
Quando integrei sala e varanda, ficou esse vão e amplitude apenas com cortina lá na janela de vidro. Mas faltava movimento, balanço e leveza. Naquela época a mudança fez sentido. Na fase atual da vida, com muito mais autenticidade, não fazia mais sentido.
Entraram as cortinas dançando entre a varanda e a sala com muita bossa, personalidade e também com um motivo especial: escurecer o ambiente às 15h de um domingo para uma tarde de filminho com soneca. Quem também ama?
Tecidos e medidas
Há também o fator estético que não pode ser ignorado. Tecidos mais encorpados trazem aconchego e absorvem ruídos, enquanto os mais leves permitem que a luz atravesse e também dançam formando sombras que mudam ao longo do dia.
Eu amo ter a possibilidade de trilho duplo, onde temos o blackout com fechamento total e bloqueio da luz e, também o voil, aquele tecido fininho transparente que proporciona mistério e leveza ao espaço. Apostar em neutras como beges, off-whites e cinzas é bem assertivo.
Essa é uma solução charmosa que exige cuidados. A escolha do tecido é crucial: transparências excessivas podem comprometer a privacidade, especialmente em áreas íntimas. Já materiais muito pesados podem pesar visualmente em espaços pequenos.
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Instalação e manutenção
Instale trilhos firmes, bem alinhados para ter um deslizar silencioso e duradouro. A altura e largura também é importante, tem que estar rente ao chão com respiro muito sutil quase que zero e, na largura, precisa ter bastante tecido e ser encorpada. Na confecção, calcula-se o dobro de tecido da largura do espaço. Sem esquecer da manutenção a cada três ou seis meses com lavagem dessas cortinas, pois acumulam bastante poeira.
Nem todo ambiente é interessante usar cortinas na separação de espaços. Banheiros e cozinhas, por exemplo, por questões de umidade e higiene, costumam ser ambientes menos favoráveis para tecidos soltos. Já em salas, quartos, closets e até varandas fechadas, a cortina-divisória funciona super bem.
O custo-benefício de dividir um ambiente com cortinas é fantástico, sendo uma solução acessível e também reversível. Não quebra e não faz entulho. Amei a mudança sutil por aqui e você? Que te inspire a redesenhar espaços por aí. Eu amo isso na decoração!
*Este texto reflete, exclusivamente, a opinião da autora.