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Pretensão de compra sobe para 39,9% na Capital

O percentual de intenção de consumo atual também supera o registrado em abril de 2015, que foi de 36,4%

Escrito por
Murilo Viana - Repórter producaodiario@svm.com.br
Legenda: Os artigos de vestuário lideram a preferência dos consumidores neste mês, figurando nas respostas de 17,7% dos entrevistados
Foto: FOTO: FABIANE DE PAULA

Após as tradicionais despesas do início do ano, o consumidor já começa a sentir o bolso mais aliviado para planejar novos gastos. O percentual dos fortalezenses que devem ir às compras registrou a segunda alta consecutiva, ao passar de 36,2% em fevereiro, para 37% em março e 39,9% neste mês. Os dados foram divulgados ontem pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Ceará (Fecomércio-CE).

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A taxa do mês atual também está superior à registrada em abril do ano passado, quando 36,4% dos consumidores da Capital tinham a pretensão de adquirir bens.

"Quando nós chegamos em abril, maio, aquelas prestações do crediário de dezembro estão encerrando, e o consumidor já começa a imaginar novas compras. Isso também se reflete nas compras para o Dia das Mães, que já está chegando", ressalta a diretora institucional da Fecomércio-CE, Cláudia Brilhante.

O valor médio das compras é estimado em R$ 304,23. Entretanto, três quartos dos consumidores pretendem gastar até R$ 250. Gastos com aquisições no valor de R$ 251 até R$ 1 mil são previstas por 9,1% dos entrevistados. Outros 15,4% pretendem despender mais de R$ 1 mil em compras neste mês.

Com relação ao sexo, a intenção de adquirir bens mostra-se superior para os homens (43,2%). Considerando-se a faixa etária, a mais vigorosa para o consumo é com idade entre 25 e 34 anos (53,1%).

Ao analisar a renda familiar, o principal grupo que pretende ir às compras neste mês é o que recebe entre cinco e dez salários mínimos (43,4%). Já com relação ao grau de escolaridade, o segmento que possui ensino médio completo está à frente dos demais, com 42,4% das intenções de compra.

Itens mais procurados

Os produtos mais procurados são artigos de vestuário, citados por 17,7% dos entrevistados; aparelhos de telefonia celular (16,4%); televisores (15,1%); geladeira e refrigeradores (15,1%); e móveis e artigos de decoração (14,2%).

Itens como imóveis (0,6%), motocicletas (4,8%) e carros (4,2%) foram bem menos mencionados pelas pessoas consultadas na pesquisa. "Aqueles bens mais caros estão sendo deixados de lado", defende a diretora institucional da Fecomércio-CE.

Confiança

Apesar da melhora na pretensão de compra nos últimos meses, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC), apresentou queda de 4,1%, em abril, em relação ao último mês de março, passando de 102,0 pontos para 97,8 pontos neste mês

O indicador, divulgado pela Fecomércio-CE, mede a confiança do consumidor na sua capacidade de compra e na situação do país e sofreu a terceira redução consecutiva neste ano. Ao atingir 97,8 pontos, o índice entrou no campo do pessimismo neste mês. O valor 100 demarca a fronteira entre a situação de pessimismo e otimismo: abaixo de 100 transmite a ideia de pessimismo; acima de 100 de otimismo.

Cláudia Brilhante defende que a queda no indicador reflete o agravamento da atual crise política do País e do déficit no poder de compra do consumidor. "A troca de marcas (mais caras por mais baratas) não está bastando. Ele está começando a se privar de consumir", observa.

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