Obras de usinas solares não param, assegura Governo do Estado

Em resposta a uma consulta feita pela Absolar, o Governo cearense garantiu que as construções de novos parques do setor devem continuar, assim como as operações de reparo dos serviços de transmissão ou geração

Legenda: Estado tem 42 usinas de energia eólica com construção ainda não iniciada, diz a Aneel

Para manter a tranquilidade da população e o fornecimento de energia garantido, todas as obras envolvendo o setor elétrico no Ceará devem continuar operando normalmente, dadas as recomendações de segurança durante a pandemia do novo coronavírus. A informação foi confirmada pelo secretário executivo de energia e telecomunicações do Estado do Ceará, Adão Linhares.

Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o Ceará possui hoje cinco usinas em construção, todas de fonte eólica, com 122.100 quilowatts (kW) de potência outorgada.

Contudo, a Aneel registra 42 usinas de energia solar com construção para ser iniciada, com 1.462.867 kW de potência; e 14 usinas de energia eólica, com 327.600 kW de potência. A confirmação da medida veio no último dia 2 de abril, quando o Governo do Estado assinou um ofício à Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) para garantir que a cadeia produtiva do setor deverá se manter operando.

Segundo Linhares, no entanto, não se trata de uma liberação do Governo do Estado perante o decreto de isolamento social no Ceará. O documento determinou o fechamento de serviços não essenciais, enquadramento que não caberia ao setor de energia elétrica em todo o País.

Manutenção

O secretário executivo de energia do Estado disse que é importante que as empresas relacionadas aos setor se mantenham em operação para não deixar a população desassistida, podendo gerar quaisquer riscos de desabastecimento. Considerando esses pontos, Linhares garantiu que as obras de construção, manutenção e operação de usinas de energia elétrica de todas as modalidades - solar, eólica ou a gás, por exemplo - devem continuar.

"O setor de energia é contemplado como obra de utilidade pública, então todas as obras e toda a cadeia têm de acontecer, pois se faltar energia, alguém vai ter de fazer os reparos, e ninguém pode ficar sem energia. A cadeia produtiva não pode parar. É uma condição básica. Não pode parar, assim como a cadeia da saúde", disse Linhares.

Além disso, a produção de aerogeradores e operações de reparo das linhas e serviços de distribuição e transmissão também deverão se manter ativos. A construção de usinas de energia fotovoltaica e de outras fontes também deverão continuar. A intenção é garantir que as usinas comecem a produzir na data prevista para não comprometer o setor de geração de energia.

"Tivemos uma consulta de uma paralisação das obras feita pela Absolar por conta da paralisação de obras ao Estado e, juridicamente, o Estado não pode mandar parar essas obras porque é de necessidade básica", disse Adão.

"Agora, as empresas que estão fazendo as obras têm o compromisso de seguir as recomendações de segurança do trabalho e de saúde, além de estarem prontas para que se forneça energia no tempo previsto no cronograma", completou Linhares.