IBGE amplia projeção de safra no Ceará em março, mas produção ainda deve ser menor que em 2020

Estimativa de março é que a produção de 2021chegue a 619.092 toneladas, 27,33% acima da projeção de fevereiro

Legenda: Cresce expectativa de produção do feijão-de-corda e feijão de arranque
Foto: Antonio Rodrigues

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ampliou em 27,33% a projeção da safra de grãos no Ceará em 2021 em relação à previsão de fevereiro, aponta o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) divulgado nesta quinta-feira (8).

Com isso, a produção de grãos esperada para 2021 no Estado é de 619.092 toneladas, mais de 132,8 toneladas acima do projetado em fevereiro (486.219 t) e 26,70% maior que o primeiro prognóstico em janeiro (488.623 t). Porém, em comparação à colheita obtida em 2020 (794.480 t), a safra deve ser 22,08% menor.

Cereais, leguminosas e oleaginosas

De 20 produtos que compões o grupo de cereais, leguminosas e oleaginosas, o arroz irrigado 1ª safra e algodão herbáceo sequeiro foram os únicos a apresentar redução de expectativa de produção ante o mês anterior. 

A queda na projeção do arroz irrigado 1ª safra se deu pela redução da área a ser plantada. Segundo o IBGE, com a falta d'água na região do Rio Jaguaribe, a disponibilidade para irrigação foi diminuída e, consequentemente, a área a ser plantada em Jaguaruana também

Já a queda na expectativa da produção do algodão herbáceo sequeiro se deu pela desistência de produtores do cultivo em Limoeiro do Norte, reduzindo significativamente a área a ser plantada. Segundo o IBGE, os produtores alegaram muitas perdas em 2020 devido ao atraso da chegada do maquinário, provocando perda da pluma e gerando prejuízos.

Além disso, a área de produção em Jaguaruana também foi reduzida devido ao receio de haver ataque de pragas. Nesse cenário, a expectativa de rendimento da produção do algodão caiu. 

Legenda: Projeto de cultivo de algodão em Limoeiro do Norte foi iniciado no ano passado
Foto: Nilton Alves

Ainda nesse grupo, a projeção da safra de outros sete produtos foram ampliadas: arroz de sequeiro, fava, feijão de arranca 1ª safra, feijão-de-corda 1ª safra sequeiro, milho grão sequeiro 1ª Safra, amendoim e mamona. . 

Frutas frescas  

A projeção de safra de frutas frescas no Estado caiu 1,83% na passagem de fevereiro para março, a 972.586 toneladas. No mês anterior, o IBGE havia projetado uma produção de  990.741 t.  

Nesse grupo, composto de 32 produtos, houve variação na projeção de 14 produtos frente a fevereiro, sendo 11 de  aumento na expectativa de produção e três de queda. 

Cresceram as projeções de produção de abacate de sequeiro, acerola irrigada, ata de sequeiro (pinha), banana de sequeiro, ciriguela, laranja irrigada, laranja irrigada, limão irrigado, manga de sequeiro, melancia de sequeiro e melancia irrigada.

Por outro lado, caíram as previsões de produção de banana, mamão e maracujá irrigados, todos por redução da área de plantação. 

Em Guaraciaba do Norte, produtores erradicaram mamoeiros velhos que não produzem bons frutos e estão substituindo por produtos da horticultura, como pimentão, coentro e cebolinha. 

Em Ibiapina, Ubajara e Guaraciaba também houve erradicação de plantas mais antigas de maracujá, de baixa produção, para o plantio de novas, mais produtivas. 

Castanha-de-caju 

A expectativa de produção da castanha-de-caju (anão) também caiu devido à diminuição da área de plantação. Em Reriutaba, após verificação, técnicos constataram que a área plantada em 2019 para produzir este ano foi menor, pois, das mudas plantadas à época, a quantidade que se desenvolveu foi menor que a esperada.  

A da castanha-de-caju (comum) também recuou. Como ocorre todo ano, os cajueiros comuns velhos e improdutivos são erradicados, produzindo madeira. 

Como resultado, a expectativa de produção diminui para 59.600 toneladas, representando decréscimo de 0,04%, comparando-se ao mês anterior (59.626 t) e em relação à primeira expectativa (59.626 t). Comparando-se à safra 2020 (85.177 t), a redução foi de 30,03%. 

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