Estatal deixará de atuar no setor de biocombustíveis
Rio. O novo Plano de Negócios e Gestão 2017-2021 da Petrobras, anunciado ontem , prevê a retirada "integral" da estatal dos setores de produção de biocombustíveis, distribuição de GLP (gás de cozinha), produção de fertilizante e das participações da companhia na petroquímica para, segundo a empresa, "preservar competências tecnológicas em áreas com maior potencial de desenvolvimento". A estatal possui usina de biodiesel em Quixadá (CE), inaugurada em agosto de 2008. Os municípios de Passo Fundo (RS), Montes Claros (MG), Candeias (BA) e Marialva (PR) também contém unidades de produção desse tipo de combustível.
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O novo plano foi aprovado ontem (19) pelo Conselho de Administração da companhia e prevê investimentos de US$ 74,1 bilhões. Do total a ser investido, 82% serão destinados à área de Exploração e Produção e 17% à área de Refino e Gás Natural. Outras áreas da companhia responderão por apenas 1% dos investimentos previstos.
A respeito da decisão da empresa de se retirar dos setores de produção de biocombustíveis, distribuição de GLP (gás de cozinha), produção de fertilizante e das participações da companhia na petroquímica, o presidente da estatal, Pedro Parente, ressaltou que o objetivo é concentrar as atividades onde a Petrobras atua melhor
"Ela não vai ser uma empresa menor, por exemplo, na produção de óleo e gás. Nossa produção, a partir de 2019, cresce e chega no final do período com uma expansão da ordem de 30% a 40% na curva de produção de óleo. E quando você olha a produção de óleo e gás vocês podem ver que a gente ultrapassa os 3 milhões de barris equivalente por dia (petróleo e gás), passando a ser uma empresa de 3,4 milhões de barris equivalente por dia, portante uma empresa bastante relevante no cenário internacional", salientou o presidente da companhia.
Para Pedro Parente, a saída da empresa do setor de biocombustíveis implicará na venda dos ativos de posse da empresa. Ele, no entanto, explicou a decisão da companhia. "Claramente não somos os melhores operadores deste tipo de produto", disse.
Preço dos derivados
O presidente da Petrobras deixou claro que a companhia tem autonomia para a fixação do preço do combustível por ela comercializado, mas ressaltou, entretanto, que decisões neste sentido serão tomadas de acordo com a conveniência da própria estatal e a realidade do mercado.