Dia da Mulher em Fortaleza tem protesto pelo fim do feminicídio e de outras violências de gênero
Na capital cearense, o ato unificado ocorreu na Barra do Ceará e também pediu o fim da escala 6x1.
Dezenas de mulheres saíram às ruas da Barra do Ceará, em Fortaleza, na manhã deste domingo (8), em ato pelo Dia Internacional da Mulher. Elas pediram pelo fim do feminicídio, do machismo e das diferentes violências de gênero.
Nos cartazes, também havia pedidos por equidade de direitos, políticas públicas, proteção, autonomia e justiça.
Outro tema que esteve presente nas mobilizações, tanto em Fortaleza quanto em outros lugares do País, foi a defesa do fim da escala 6x1, considerada uma jornada que aprofunda a sobrecarga de trabalho sobre as mulheres.
O protesto contou com a presença de políticas como a deputada federal Luizianne Lins (PT), a deputada estadual Larissa Gaspar (PT) e a vereadora Adriana Gerônimo.
Também marcaram presença entidades sindicais como o Sindicato União dos Trabalhadores em Educação de Fortaleza (Sindiute). "Em um país marcado por uma epidemia de feminicídios, o 8 de março não é apenas uma data simbólica: é um chamado à mobilização", publicou o órgão.
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'Mudança de comportamento dos homens'
De acordo com a Central Única dos Trabalhadores (CUT), que também integrou a mobilização, o "chamado" deste 8 de março busca, além do enfrentamento à violência, uma mudança radical de comportamento dos homens em relação às mulheres.
Além disso, as manifestantes exigiram mudanças nas condições de trabalho, na divisão do cuidado e na ocupação dos espaços de decisão política.
Em outras cidades do Brasil também foram registrados protestos, conforme a Agência Brasil. Manifestantes ocuparam a Avenida Atlântica, em Copacabana, no Rio de Janeiro e também a Avenida Paulista, em São Paulo. Já em Brasília, o ato percorreu da Funarte ao Palácio do Buriti.
Além disso, em Belo Horizonte (MG), 160 cruzes foram colocadas na Praça da Liberdade, no Centro. Elas simbolizavam as mulheres que foram vítimas de feminicídio no estado de Minas Gerais em 2025 e 2026. A última vítima foi morta a facadas, na cidade de Santa Luzia, em pleno Dia Internacional da Mulher.
Em Salvador (BA), o ato pediu: “Mulheres vivas, em luta e sem medo: por democracia com soberania, pelo Bem Viver, fim do feminicídio e da escala 6×1”. As manifestantes se concentraram no Morro do Cristo e caminharam até o Farol da Barra, empunhando cartazes e gritando palavras de ordem.
Uma manifestação também foi realizada em Belém (PA), reunindo centenas de mulheres, principalmente integrantes de coletivos feministas. O protesto saiu da Escadinha da Estação das Docas e percorreu diversas ruas do Centro da capital paraense.
“Historicamente, 8 de março é dia de luta, de reflexão, de ir às ruas protestar e pedir por políticas públicas. Nós queremos igualdade de gênero, combater a violência contra a mulher, o feminicídio, a violência vicária e tantas outras violências que acometem nós mulheres”, declarou Vanessa Albuquerque, presidenta da Rede de Mulheres da Amazônia.