Mulheres se reúnem contra feminicídios no Brasil em ato na Praia de Copacabana, no RJ

Outras questões como auxílio para mulheres empreendedoras e repúdio à violência foram citadas.

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Redação/Agência Brasil producaodiario@svm.com.br
(Atualizado às 14:52)
Mulheres deitadas lado a lado no asfalto durante um protesto de rua, cercadas por pessoas e bandeiras. Ao fundo, manifestantes seguram uma grande faixa escrita “Mulheres Vivas!!! @Gigantes na Luta #juntassomosgigantes”, enquanto o grupo no chão realiza um ato simbólico em meio à multidão.
Legenda: Mulheres circularam pela praia e fizeram representação para repudiar últimos crimes registrados no Brasil.
Foto: Tomaz SIlva/Agência Brasil.

Milhares de mulheres participaram de uma marcha na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, na manhã deste domingo (8), e protestaram contra o feminicídio e outras formas de violência de gênero. A manifestação foi marcada por conta do Dia Internacional das Mulheres.

Representantes de coletivos feministas circularam em carros de som e leram manifesto do movimento.

Elas reivindicaram questões como a criminalização dos grupos que promovem o ódio às mulheres, o aumento das licenças-maternidade e paternidade, a criação de linhas de crédito para mulheres empreendedoras e de espaços inclusivos para crianças com deficiência ou neurodivergentes. 

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Entre as demandas, elas também solicitaram mais orçamentos para as políticas públicas voltadas à igualdade e citaram o fim da escala 6x1 de trabalho.

Alguns crimes de feminicídio recentes foram citados na manifestação. A morte de Tainara Souza Santos, atropelada por um ex-companheiro, e o estupro coletivo cometido contra uma adolescente, ocorrido em Copacabana, foram o foco.

"Eu quero é andar sem medo nas ruas. Chega! Queremos viver! Eu quero é ficar sem medo em casa. Chega! Queremos viver!", entoaram as mulheres durante o protesto.

Além dos gritos e cânticos, as artistas também conduziram uma performance deitando no chão de olhos fechados, com o objetivo de lembrar as mulheres mortas nos crimes de violência de gênero. 

Logo depois, elas se levantaram e se posicionaram em círculo gritando as palavras de ordem: "Todas vivas!".

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