Ministro do STF Dias Toffoli nega ter acessado dados do celular de Vorcaro

Toffoli comandou a relatoria do caso Master até o dia 12 de fevereiro de 2026.

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Redação producaodiario@svm.com.br
(Atualizado às 17:18)
Montagem com duas fotos lado a lado. À esquerda, uma pessoa sentada em uma cadeira estofada, usando traje formal com toga e gravata, posicionada atrás de uma mesa com microfone e alguns objetos como uma garrafa de álcool em gel. À direita, outra pessoa em traje formal de paletó e gravata aparece diante de um fundo azul com texto parcialmente visível.
Legenda: Dias Toffoli era o relator do caso do Banco Master, propriedade de Daniel Vorcaro.
Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF e Reprodução.

O ministro do STF Dias Toffoli negou, em pronunciamento divulgado nesta sexta-feira (6), ter obtido acesso aos dados do celular do banqueiro Daniel Vorcaro, extraídos em investigação da Polícia Federal, enquanto esteve como relator do caso do Banco Master.

Em nota, o ministro apontou que nenhum material havia sido encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) até a data em que ele deixou o comando do caso. 

"Até o dia 12 de fevereiro de 2026, o material retirado dos aparelhos celulares apreendidos não havia sido encaminhado ao Supremo Tribunal Federal, devendo-se salientar que a última decisão por mim proferida nestes autos, em 12 de janeiro de 2026, foi justamente para determinar que a Polícia Federal encaminhasse o material ao Supremo", diz o posicionamento.

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O material extraído do aparelho telefônico pela PF levou à deflagração da 3ª fase da Operação Compliance Zero, que resultou na prisão preventiva de Vorcaro e outras três pessoas.

A Polícia Federal aponta que os investigados teriam um grupo com objetivo de acessar informações sigilosas, além de intimidar adversários. Os indícios ainda mostram que o banqueiro possuía acesso indevido a sistemas sigilosos da Polícia Federal.

Relator do caso Master no STF, Toffoli deixou o posto em fevereiro após várias críticas sobre a condução do caso. 

O ministro viajou para a final da Libertadores, no Peru, no mesmo jatinho em que estava um dos advogados de defesa do banco. Já em 2026, impôs sigilo ao processo e determinou o envio do material apreendido pela PF diretamente ao Supremo. 

Toffoli até recuou da decisão, autorizando o acesso aos documentos pela PF, mas designou agentes para acompanhar a perícia do material apreendido. 

Após a decisão para a saída de Toffoli do comando do caso, André Mendonça, da Segunda Turma do STF, foi sorteado como o novo relator do caso. 

Mensagens de Vorcaro a Alexandre de Moraes

Segundo a colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo, o banqueiro Daniel Vorcaro teria enviado mensagens ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), horas antes de ser preso em 12 de novembro de 2025.

A informação foi publicada na quinta-feira (5). A mensagem, diz o material, teria sido enviada para Moraes às 7h19 do dia em questão.

"Fiz uma correria aqui para tentar salvar. Alguma novidade? Conseguiu ter notícia ou bloquear?", diz o conteúdo.

Alexandre de Moraes supostamente respondeu o contato logo depois, mas não é possível saber o que ele disse. Conforme a publicação, o ministro mandou três mensagens de visualização única, que se apagam assim que o destinatário as lê.

Entretanto, ele negou o contato. "O Ministro Alexandre de Moraes não recebeu essas mensagens referidas na matéria. Trata-se de ilação mentirosa no sentido, novamente, de atacar o Supremo Tribunal Federal", disse a nota.

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