PF faz operação contra vazamento de dados de ministros do STF

Ofensiva cumpriu quatro mandados de busca e apreensão e cinco mandados de prisão temporária.

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Redação producaodiario@svm.com.br
O brasão da Polícia Federal do Brasil está estampado na fachada de um edifício moderno com listras horizontais em tons de cinza, preto e branco. A imagem destaca a estrutura arquitetônica contemporânea sob um céu azul limpo, transmitindo uma sensação de sobriedade e oficialidade.
Legenda: Operação inclui o cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão e cinco mandados de prisão temporária.
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil.

Uma operação da Polícia Federal foi deflagrada para desarticular uma organização criminosa especializada na obtenção, adulteração e comercialização de dados sensíveis e pessoais de bases governamentais e privadas, incluindo de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

A Operação Dataleaks foi iniciada nesta quinta-feira (5) e inclui o cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão e cinco mandados de prisão temporária nos estados de São Paulo, Tocantins e Alagoas.

Conforme a PF, a investigação começou quando uma base de dados não oficial que era "abastecida por meio de acessos indevidos a sistemas e a bases governamentais" foi identificada. Informações pessoais de membros do STF apareciam na base.

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Os investigados pela operação podem responder por diferentes crimes, como organização criminosa, invasão de dispositivo informático, furto qualificado mediante fraude, corrupção de dados e lavagem de dinheiro.

Vazamento de dados da Receita Federal

A Operação Dataleaks ocorre menos de um mês depois de a PF ter deflagrado outra operação ligada a vazamento de informações sigilosas de ministros do STF e familiares, em 17 de fevereiro

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O alvo foi um grupo de quatro servidores da Receita Federal, que admitiu ter havido desvios no acesso aos dados fiscais dos magistrados e parentes. Na operação anterior, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia.

O ministro Alexandre de Moraes impôs uma série de medidas cautelares aos investigados, como afastamento das funções públicas, uso de tornozeleira eletrônica, restrição de deslocamento, recolhimento domiciliar noturno e nos fins de semana, além da proibição de deixar o País, com cancelamento de passaportes.

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