PF prende Vorcaro e ‘Sicário’; investigado atentou contra própria vida na detenção
Luiz Phillipi, o "Sicário", atentou contra a própria vida enquanto estava sob custódia.
O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi preso novamente nesta quarta-feira (4), por determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Além dele, a Polícia Federal (PF) também prendeu Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”.
A prisão preventiva do banqueiro e dos outros investigados foi efetuada na terceira fase da Operação Compliance Zero, deflagrada por, segundo o magistrado, “risco concreto de interferência nas investigações”.
Além dos dois, a PF também prendeu Fabiano Zettel e Marilson Roseno da Silva, policial federal aposentado.
“Sicário” e Marilson atuariam na vigilância, no monitoramento de pessoas e na obtenção de informações sigilosas de sistemas de órgãos públicos em benefício do grupo denominado “A Turma”, segundo as investigações.
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O QUE SIGNIFICA SICÁRIO?
Pela definição de Oxford Languages, sicário é adjetivo para sedento de sangue; sanguinário, sanguissedento, cruel. O termo também é substantivo masculino de assassino pago; malfeitor, facínora.
Na decisão emitida pelo STF, “Sicário” integraria o núcleo quatro do esquema, destinado para “intimidação e obstrução de justiça, responsável pelo monitoramento ilegal de adversários, jornalistas e autoridades”.
Os outros núcleos do esquema são:
- Núcleo financeiro: responsável pela estruturação das fraudes contra o sistema financeiro;
- Núcleo de corrupção institucional: voltado à cooptação de servidores públicos do Banco Central;
- Núcleo de ocultação patrimonial e lavagem de dinheiro, com utilização de empresas interpostas;
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ATENTADO CONTRA PRÓPRIA VIDA
A Polícia Federal informou, no final da tarde desta quarta, que Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão atentou contra a própria vida, enquanto se encontrava sob custódia da instituição na Superintendência Regional da Polícia Federal em Minas Gerais.
“Ao tomarem conhecimento da situação, policiais federais que estavam no local prestaram socorro imediato, iniciando procedimentos de reanimação e acionando o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). A equipe médica deu continuidade ao atendimento no local, e o custodiado será encaminhado a rede hospitalar para avaliação e para atendimento médico”, informou a entidade, por meio de nota.
TERCEIRA FASE DA OPERAÇÃO
A terceira fase da Operação Compliance Zero teve o objetivo de investigar a possível prática dos crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos, praticados por organização criminosa.
Além dos quatro mandados de prisão preventiva, foram realizados 15 mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo e Minas Gerais. As investigações contaram com o apoio do Banco Central do Brasil.
Também foram determinadas ordens de afastamento de cargos públicos e de sequestro e de bloqueio de bens, no montante de até R$ 22 bilhões, com o objetivo de interromper a movimentação de ativos vinculados ao grupo investigado e de preservar valores potencialmente relacionados às práticas ilícitas apuradas.