Servidor público e empresário são investigados pela PF por suspeita de desvio de fósseis no Ceará
Durante a operação 'Raptor Legacy', foram apreendidos 56 fósseis e pedras semipreciosas em ação para desarticular contrabando no Ceará.
Dezenas de fósseis e pedras semipreciosas foram apreendidos no Ceará, nesta quinta-feira (5), durante a deflagração da operação 'Raptor Legacy'. O material teria sido contrabandeado por uma quadrilha internacional especializada na extração e comercialização irregular de material pertencente à União.
Entre os investigados por participação no esquema estão um servidor público e um empresário, que mantinha comércio virtual especializado, "oferecendo diferentes tipos de fósseis aos compradores", segundo a Polícia Federal. Os nomes dos investigados não foram divulgados pela PF.
Foram cumpridas diligências nas cidades de Juazeiro do Norte e Nova Olinda, no Cariri cearense.
BUSCA E APREENSÃO
Os agentes cumpriram cinco mandados de busca e apreensão. Quatro em Nova Olinda e um em Juazeiro do Norte.
"As medidas cautelares têm como objetivo a coleta de elementos de prova relacionados ao comércio irregular de fósseis provenientes da Bacia do Araripe, área reconhecida por seu relevante patrimônio paleontológico".
A PF identificou sites por onde eram ofertados fósseis com indícios de origem no Ceará.
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"No decorrer da apuração, foram identificados indivíduos suspeitos de envolvimento direto no contrabando desses materiais. Durante as buscas, foram apreendidos 56 fósseis e pedras semipreciosas, que serão submetidos à perícia para avaliação da procedência e continuidade das investigações", disse a PF.
RAPTOR LEGACY
O nome da operação faz referência à usurpação do patrimônio histórico e cultural da região e à existência de vínculos familiares entre parte dos investigados.
FÓSSEIS RECUPERADOS
No ano passado, uma operação da Polícia Militar do Ceará (PMCE) na zona rural de Nova Olinda e Santana do Cariri, no interior do Ceará resultou no recolhimento de 18 unidades de fósseis.
Os materiais foram encontrados durante as fiscalizações do Batalhão de Polícia de Meio Ambiente (BPMA) em pedreiras que fazem extração de calcário laminado (pedra cariri).
Dos fósseis recolhidos, 16 eram de peixes pré-históricos (dastilbe), um de inseto (ephemeroptera) e um de vegetal (ruffoordia).