Arco Metropolitano: o sonho da autoestrada está de volta

Rodovia de pista dupla ligará Chorozinho a Pacém a um custo de R$ 1,5 bilhão

Escrito por
Egídio Serpa egidio.serpa@svm.com.br
(Atualizado às 06:07)
Legenda: Esta é a CDE-155, que liga a BR-222 ao Porto do Pecém e que se integrará ao futuro Arco Metropolitano
Foto: Thiago Gadelha / SVM
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Projeto de engenharia moderno e ousado, o Arco Metropolitano – uma rodovia de dupla pista com 100 quilômetros de extensão, ligando a BR-116 em Chorozinho até a BR-222, onde se ligará, na geografia de Caucaia, à já duplicada CE 155 que leva ao Porto do Pecém – voltou ao debate, e desta vez na área empresarial, que o considera vital para a infraestrutura da Região Metropolitana de Fortaleza, uma vez que ele reduzirá, substancialmente, o tráfego de caminhões pesados concentrado hoje no IV Anel Viário, provavelmente a mais congestionada artéria rodoviária do Ceará.  

Esta coluna testemunhou, na segunda-feira passada, 2, uma reunião de 20 empresários do agro e da indústria com o engenheiro Epitácio Lima Filho, diretor da Comol Consultoria, empresa responsável pela elaboração do projeto executivo do Arco Metropolitano, cuja ideia e cujo primeiros desenhos nasceram em 2011, durante a gestão do governador Cid Gomes.  

Epitácio – o Pita, como ele é conhecido no universo da construção pesada – disse aos presentes que esse empreendimento “é da mais alta importância para a economia do Ceará”, pois permitirá, quando estiver implantado, a readequação do Anel Viário de Fortaleza, pelo qual passa hoje a carga da exportação e de importação que vai e vem dos portos do Pecém e do Mucuripe.  

O engenheiro e empresário Cristiano Maia, dono da Construtora Samaria, que atua, também, na construção e manutenção de estradas no Ceará, concordou com a opinião de Pita à qual acrescentou a sua, que é a seguinte:  

“O IV Anel Viário virou uma artéria urbana, uma avenida permanentemente congestionada, razão pela qual a implantação do IV Anel Viário se faz necessária, e com certa urgência.” 

Outro engenheiro da Comol Consultoria, Marcone Oliveira, interveio na reunião e, com base em transparências, transmitiu algumas informações aos curiosos empresários. Uma delas revela que a área de influência do Arco Metropolitana alcança um raio de 50 quilômetros, envolvendo praticamente todos os municípios da Região Metropolitana de Fortaleza.

Outra informação, ainda mais importante, diz respeito ao custo da obra: R$ 1,5 bilhão, incluindo as desapropriações, o que quer dizer que, para a sua execução, o governo estadual cearense terá de pedir socorro ao governo federal, fazendo inserir no Orçamento Geral da União (OGU) uma dotação específica e nesse valor para a implantação do projeto. 

O Arco Metropolitano cortará a geografia dos municípios de Chorozinho, Pacajus, Palmácia, Guaiúba, Maranguape e Caucaia., cruzando algumas rodovias estaduais. 

Este colunista, vacinado contra os desvios das obras públicas brasileiras, torce para que essa esteja pronta nos próximos 10 anos (na China ou nos EUA, ficaria concluída em dois anos, no máximo).  

UM VIADUTO NO MEIO DO CAMINHO 

Antes da construção do Arco Metropolitano, seria de bom alvitre que o governo do Estado providenciasse a construção de um novo viaduto no IV Anel Viário sobre a BR-116. Este é o trecho onde começa o longo congestionamento do IV Anel Viário (nos dois sentidos).  

Como só existe um viaduto, e com mão dupla, os veículos pesados e leves que, trafegando pela BR-116, procuram alcançar o Anel Viário, afunilam-se em qualquer hora do dia ou da noite, o que se agrava nos horários de pico. Tudo acontece da mesma maneira com os veículos que, transitando pelo Anel Viário, buscam uma saída para a BR-116.  

“Aquilo é um inferno”, repete Cristiano Maia, cuja empresa assumiu as obras de duplicação de um trecho daquela rodovia, as quais estão perto de sua conclusão.  

O governo do Estado acena com a possibilidade de construir o novo viaduto sobre a BR-116, mas, por enquanto, o que existe na verdade é só essa esperança, esse aceno que parte do Palácio da Abolição. 

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