Infraero convoca nova empresa para as obras
O consórcio Encalso/Kallas, segundo classificado na licitação, foi chamado para assumir a reforma
Com data de retomada prevista para o fim de agosto próximo, as obras do Aeroporto Internacional Pinto Martins, em Fortaleza, estão mais uma vez sem perspectiva de retorno. A Empresa Brasileira de Infraestrutura Portuária (Infraero) informou, por meio da assessoria de comunicação, que convocou o consórcio Encalso/Kallas, segunda empresa classificada no processo licitatório para o serviço, para assumir o canteiro do aeroporto. A volta ao trabalho, segundo a Infraero, no entanto, vai depender do tempo que a empresa levar para aceitar, ou não, a responsabilidade.
O consórcio tem um prazo de aproximadamente um mês para emitir uma resposta sobre o chamado. "Primeiro vamos firmar um novo contrato para então fazer um novo cronograma de obra", informou a assessoria da Infraero. Caso o Encalso/Kallas não assuma a obra, parada há cerca de cinco meses, a Infraero deve convocar a terceira empresa classificada na licitação. As negociações com as classificadas no processo licitatório, ocorrido em 2011, segundo a autoridade aeroportuária, são o meio mais rápido de viabilizar as obras do que a abertura de outra licitação. Ao todo, 11 empresas participaram do processo licitatório.
Andamento da reforma
Iniciadas em 2012, sob a responsabilidade do consórcio CPM Novo Fortaleza, as obras de ampliação do Pinto Martins estão apenas 25% concluídas. Em dois anos de construção, o único equipamento que o consórcio conseguiu finalizar foi a nova sala de embarque do aeroporto, com 1.350 metros quadrados e capacidade para abrigar mais passageiros que a já existente.
Atualmente, o aeroporto de Fortaleza tem capacidade para atender 1.500 passageiros/hora. Segundo o presidente da Infraero, Gustavo Vale, o consórcio CPM Novo Fortaleza é formado pelas mesmas empresas responsáveis pelos serviços no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro (Galeão): Consbem Construções e Comércio Ltda, Paulo Octávio Investimentos Imobiliários e MPE Montagens e Projetos Especiais.
Na capital fluminense, as obras também não ficaram prontas para a Copa do Mundo. O presidente da Infraero reconheceu que, em Fortaleza, a estatal, de certa forma, não pressionou o consórcio o bastante para agilizar as obras do aeroporto.