Ricardo Bacelar lança o single “Nada será como antes”, em parceria com Delia Fischer

Composta por Milton Nascimento e Ronaldo Bastos em 1976, canção resume os atuais questionamentos globais e existenciais provocados pela pandemia

Ricardo Bacelar durante apresentação de “Nada será como antes”, ao lado da pianista, cantora e compositora brasileira Delia Fischer
Legenda: Ricardo Bacelar durante apresentação de “Nada será como antes”, ao lado da pianista, cantora e compositora brasileira Delia Fischer
Foto: Vinicius Giffoni

A música é ferramenta preciosa de meditação. O pianista, compositor e arranjador brasileiro Ricardo Bacelar compreende esta importância. Retomando a parceria de longos anos nos palcos com a cantora Delia Fischer, o músico lança, nesta sexta-feira (18), single e vídeo da canção “Nada será como antes”. O registro chega aos principais serviços de streaming e coroa o trabalho iniciado no disco “Ricardo Bacelar – Ao Vivo no Rio”

Para celebrar o feito, no mesmo dia, às 20h, os artistas realizam live nos perfis oficiais de Instagram. O encontro promete uma prodigiosa conversa em torno dos bastidores da gravação, carreiras e o cenário da música instrumental contemporânea. 

Vídeo do lançamento:

Escrita por Milton Nascimento e Ronaldo Bastos em 1976, a composição é valiosa à compreensão dos atuais fatos. “Essa letra é muito forte. Traduz muito esse momento que estamos passando. Apesar de ser uma letra escrita por conta da Ditadura Militar, ela traz uma leitura desse tempo atual que vivemos”, resume Bacelar.

“Nada será como antes” ficou guardada especialmente para ser lançada agora, mas ela integrará o repertório do quarto álbum solo do pianista cearense, “Ricardo Bacelar – Ao Vivo no Rio”. Nos conta os versos da composição:

“Sei que nada será como antes amanhã. Que notícias me dão dos amigos? Que notícias me dão de você? Sei que nada será como está. Amanhã ou depois de amanhã” 

Presente no mercado fonográfico de Estados Unidos, Europa e Japão, o álbum está atualmente entre as 50 faixas mais tocadas nos charts das rádios de jazz norte-americanas.O disco ultrapassou mais de meio milhão de visualizações no YouTube, número expressivo para projetos desse segmento no Brasil.

Criterioso

Cerca de 30 rádios de jazz nos EUA compõem essa disputada cena autoral. Estar nesta programação e fazer parte desse circuito é uma conquista expressiva. Significa ser aprovado por especialistas criteriosos e um público fã do estilo. “São poucos os que conseguem. Você está junto dos grandes nomes da música mundial como Miles Davis. São singulares artistas com história brilhante nas rádios”, argumenta o realizador.

“A música é veículo fundamental de percepção,
conexão e construção de perspectivas que trazem significados aos
acontecimentos, nos planos pessoal, espiritual e emocional. Sem a arte e a
abstração, a vida não faz sentido”, afirma.
Legenda: “A música é veículo fundamental de percepção, conexão e construção de perspectivas que trazem significados aos acontecimentos, nos planos pessoal, espiritual e emocional. Sem a arte e a abstração, a vida não faz sentido”, divide o músico.
Foto: Vinicius Giffoni

Valorizar os signos da música brasileira é uma tendência na produção de Ricardo Bacelar. Em terras estrangeiras, a sonoridade do Brasil, misturada à improvisação do jazz, confere uma produção única na área.

“O mundo inteiro ama a música brasileira. Ela é maravilhosa. Pena não estarmos usando ela da maneira correta”, reflete. Gravado em maio de 2018, em um concerto no Blue Note Rio, o registro ao vivo revisita os discos anteriores, “Sebastiana” e “Concerto para Moviola”

No álbum “Ricardo Bacelar – Ao Vivo no Rio”, Ricardo toca piano e teclados, canta e vem acompanhado de um time de grandes músicos brasileiros: João
Castilho (guitarra), Danilo Sina (sax e flauta), Renato Endrigo (bateria), Alexandre Katatau (contrabaixo) e André Siqueira (percussão).
Legenda: No álbum “Ricardo Bacelar – Ao Vivo no Rio”, Ricardo toca piano e teclados, canta e vem acompanhado de um time de grandes músicos brasileiros: João Castilho (guitarra), Danilo Sina (sax e flauta), Renato Endrigo (bateria), Alexandre Katatau (contrabaixo) e André Siqueira (percussão).
Foto: Vinicius Giffoni

“Vi na pandemia que era preciso música ao vivo. E a sonoridade do disco é a de um clube de jazz. O Blue Note Rio tem capacidade para 300 pessoas. Você se sente, ouvindo o material, como se estivesse perto do palco. É quente. Tem a coisa da energia. Isso é o que eu quis passar com esse registro”, ressalta. 

“Nada será como antes” é um documento de alerta ao presente. Uma chance de imaginar o melhor futuro no horizonte. O momento de dor necessita da inspiração forjada na cultura. “Para os artistas, em especial, os músicos, isso virá por meio da arte. Serão traduzidas em som. A música é o reflexo de nossa própria vida. Quem somos. Nossas vivências”, analisa Ricardo Bacelar. 

Serviço

Live de lançamento do single “Nada será como antes”,com Ricardo Bacelar e Delia Fischer. Sexta-feira (18), às 20h, no Instagram @ricardo_bacelar e @delia_fischer. A música pode ser acessada nas plataformas Apple Music, Deezer, Spotify, TIDAL e Amazon Music.

Ouça e baixe “Ricardo Bacelar – Ao Vivo no Rio” aqui.

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