Entra e sai de suplentes na Alece após janela tem ‘rodízio’ no PT e PSB e licenças de saúde
Atualmente, Assembleia Legislativa tem seis deputados suplentes em exercício.
Além do troca-troca entre partidos, o período entre março e o início de abril movimenta a composição da Assembleia Legislativa do Ceará (Alece), com o entra e sai de deputados titulares e seus respectivos suplentes. Diante disso, as agremiações viabilizam licenças para manter quadros em evidência no ano eleitoral.
O prazo para desincompatibilização eleitoral terminou no último sábado (4), data final para os candidatos se afastarem de cargos na administração pública para estarem aptos a disputar as eleições. Com isso, cinco parlamentares licenciados retomaram os mandatos na semana passada.
O retorno dos titulares levou o “rodízio” nas bancadas do PSB e do PT, as duas maiores da Assembleia. Ambas as agremiações precisaram negociar licenças de titulares para manter a suplência presente na Casa.
Atualmente, a Assembleia ainda segue com seis suplentes em exercício, entre licenças de interesse particular ou saúde. São eles:
- Antônio Granja (PSB)
- Guilherme Bismarck (PSB)
- Guilherme Sampaio (PT)
- Tin Gomes (PSB)
- Tomaz Holanda (Mobiliza)
- Tony Brito (PSD)
Apenas o suplente Almir Bié (PP) deixou a Alece depois do fim do prazo para desincompatibilização. Com as trocas da janela partidária, o partido ficou somente com o titular Zezinho Albuquerque (PP), que voltou ao mandato após ser exonerado da Secretaria das Cidades na semana passada.
Por outro lado, o suplente Walter Cavalcante (PV) deve ser mais um a assumir o mandato na próxima semana, após acordo na suplência da Federação entre PT, PCdoB e PV. A vaga aberta é da deputada Juliana Lucena — atualmente no PDT, mas eleita pelo PT —, que foi anunciada como a nova secretária das Mulheres.
NOMES EM EVIDÊNCIA
Maior bancada da Alece com 11 deputados, o PSB foi o primeiro a viabilizar o “rodízio”. Na semana passada, os deputados Lia Gomes e Osmar Baquit retornaram aos mandatos, após deixarem a Secretaria das Mulheres e a Coordenadoria Especial de Apoio à Governança das Regionais de Fortaleza (CEGOR), respectivamente.
O movimentação dos ex-secretários motivaria a saída dos seus respectivos suplentes: Guilherme Bismarck (PSB) e Tin Gomes (PSB). No entanto, o PSB articulou um novo “rodízio partidário” para mantê-los por mais 120 dias, pelo menos.
O próprio Osmar saiu de licença em 1º de abril, no mesmo dia em que o parlamentar retomou o mandato. O outro foi o deputado Sérgio Aguiar, que teve a saída temporária oficializada na última quinta-feira (9).
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O entre e sai no PSB foi viabilizado via licença de interesse particular, modalidade na qual os titulares saem por até 120 dias e os parlamentares da suplência são convocados, ficando o salário e outros benefícios do cargo apenas para quem estiver em exercício.
A agremiação tem usado a estratégia desde o início da atual legislatura, seja por meio das licenças de interesse particular ou da ida de titulares para cargos no Executivo. O intuito é deixar suplentes em evidência e reforçar a bancada do PSB.
Já a permanência do suplente Antônio Granja (PSB) envolve o não retorno de um titular licenciado. Atual secretário da Pesca e Aquicultura, Oriel Filho (PT) seguiu à frente da Pasta após decidir não concorrer à reeleição.
MANUTENÇÃO DE LIDERANÇA
No caso do PT, a tática do rodízio envolveu a permanência do líder do Governo Elmano de Freitas (PT) na Alece, Guilherme Sampaio (PT). O parlamentar é o segundo suplente da Federação entre PT, PCdoB e PV.
Na semana passada, o PT registrou o retorno dos deputados Fernando Santana e Moisés Braz aos mandatos, após deixarem os cargos de titulares das secretarias de Recursos Hídricos (SRH) e Desenvolvimento Agrário (SDA), respectivamente. Ambos os casos envolvem o cumprimento às regras da desincompatibilização.
A volta dos parlamentares licenciados ocasiona a saída dos seus respectivos suplentes: Nizo Costa (PT) e Guilherme Sampaio. No entanto, o PT articulou um novo “rodízio partidário” para manter o líder do Governo na Assembleia, também via licença de interesse particular.
Para isso, Fernando Santana precisou tirar licença e Nizo Costa — 1º suplente da Federação — anunciar indisponibilidade para assumir a vaga. Após o prazo de 120 dias, outro nome deve se afastar, mantendo o “rodízio” petista.
Já outra parte do “rodízio” petista passa pela licença da deputada Juliana Lucena para assumir a secretaria das Mulheres. No primeiro momento, a federação decidiu pela entrada do suplente Walter Cavalcante (PV) na vaga. O político atuava como assessor de Assuntos Institucionais do Governo do Ceará, mas deixou o cargo diante do prazo de desincompatibilização.
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AUSÊNCIA POR SAÚDE
Por sua vez, os suplentes Tomaz Holanda (Mobiliza) e Tony Brito (PSD) estão em exercício após a licença de saúde dos titulares: Stuart Castro (Avante) e Sargento Reginauro (PSDB), respectivamente.
Apesar de estarem filiados a outras legendas atualmente, Tomaz Holanda concorreu a deputado estadual pelo Avante, enquanto Tony Brito estava no União — ex-partido de Reginauro.
Sargento Reginauro saiu de licença do cargo por conta do tratamento contra um câncer do tipo linfoma. O afastamento de 120 dias foi oficializado em 17 de março.
Tony Brito estava como vereador de Fortaleza pelo PSD. Atualmente, o parlamentar ocupa a 1ª suplência do União, já que o deputado Heitor Férrer virou titular após Oscar Rodrigues (União) renunciar o mandato para assumir a Prefeitura de Sobral.
Por sua vez, Stuart Castro está afastado da Alece desde 11 de dezembro de 2025. À época, o parlamentar divulgou que foi diagnosticado com bulimia nervosa, quadro associado a consequências tardias da cirurgia bariátrica.
Na semana passada, Stuart renovou a licença de saúde por mais 120 dias. Com isso, o suplente Tomaz Holanda seguirá no cargo nos próximos quatro meses, pelo menos.