Instrutores presos por morte de mulher sem corda em rope jump não conseguiram explicar erro

Delegada responsável por caso afirma que os três homens pareciam "desnorteados".

Escrito por
Redação producaodiario@svm.com.br
(Atualizado às 14:36)
Três instrutores em área rural elevam mulher sem corda pelos braços e pernas sobre uma estrutura elevada de rope jump, com lavoura ao fundo e céu nublado. As pessoas usam roupas de trabalho e chapéus, e a cena acontece ao ar livre, próxima a um campo agrícola organizado em fileiras.
Legenda: Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, morreu logo após ser arremessada.
Foto: Reprodução/Redes sociais.

Os três homens presos em flagrante por homicídio com dolo eventual prestaram depoimento sobre a morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos. Ela morreu após ser lançada sem corda em salto de rope jumping. No entanto, nenhum deles soube explicar a falha. 

O caso foi registrado na manhã de sábado (13) na Ponte do Esqueleto. A estrutura está localizada na divisa entre Limeira e Cordeirópolis, no Interior de São Paulo. 

Os suspeitos foram identificados como Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32 anos; Vitor de Freitas Gonçalves, de 27 anos; e Maicon Fernandes Cintra, de 42 anos. As informações são do g1.

Veja também

Depoimento dos três para a Polícia Civil

Conforme a delegada responsável pelo caso, Andréa Dantas, eles pareciam estar desnorteados e não sabiam dizer o que aconteceu antes da queda. 

"Eles não conseguem se recordar qual foi a falha ali, quem teria que ter colocado a corda, se não houve a fiscalização. Não conseguem se recordar", compartilha Dantas.

Os três possuem muita experiência com saltos de rope jumping e destacaram que nunca tinham passado por nenhuma situação parecida. 

Inclusive, o salto de Maria Eduarda não tinha sido o primeiro do dia. "Eles estão até desnorteados com a situação porque praticam isso há muito tempo e nunca tinha acontecido nada do tipo", disse a delegada.

Suspeito chamado para ajudar no salto

Um dos presos afirmou não ser responsável por instalar a corda. Ele tinha sido chamado apenas para ajudar na execução do salto

No entanto, a Polícia Civil considerou que ele tinha condições de notar a falha. 

"O terceiro indivíduo teria sido chamado ali para ajudar. Porém, a corda é muito visível, a corda é grossa, inclusive ela está no chão, então daria para ter visto que não estava colocada", explicou a delegada.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que deve ouvir novas testemunhas nos próximos dias. Além disso, a perícia trabalha na elaboração dos laudos que ajudarão a esclarecer as circunstâncias do ocorrido.

Assuntos Relacionados