Legislativo Judiciário Executivo

Mais de 20 secretários deixam Governo Elmano e antecipam composição de nominatas nas eleições

O prazo de desincompatibilização encerra no sábado (4).

Escrito por
Ingrid Campos ingrid.campos@svm.com.br
A imagem mostra uma reunião oficial do governo do estado do Ceará. Várias pessoas estão sentadas ao redor de uma mesa grande em formato de U, com laptops, microfones e copos de água à frente. No centro, um homem fala ao microfone enquanto os demais participantes escutam ou fazem anotações. Ao fundo, há uma parede com o logotipo e a inscrição “Ceará Governo do Estado”, além de bandeiras do Brasil e do estado. O ambiente é formal, com equipe de apoio e equipamentos técnicos visíveis ao lado.
Legenda: Ex-secretários podem ser candidatos a cargos proporcionais e majoritários em outubro.
Foto: Hiane Braun e Tiago Stille/Governo do Ceará.

O Governo do Ceará exonerou, entre terça (31) e quarta-feira (1º), 21 secretários para cumprir os prazos de desincompatibilização do calendário eleitoral de 2026. Alguns dos destaques são a vice-governadora Jade Romero (MDB), que deixou a Secretaria da Proteção Social, e Chagas Vieira (PDT), ex-chefe da Casa Civil.

As informações partiram de consulta feita ao Diário Oficial do Estado do Ceará (DOE). No caso dos secretários, a legislação eleitoral diz que pretensos candidatos a mandatos legislativos ou ao governo devem deixar os seus cargos até seis meses antes da ida às urnas

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Neste ano, o primeiro turno das eleições está marcado para 4 de outubro. O prazo para afastamento, então, acaba nesse sábado, 4 de abril. Até lá, novas figuras da gestão estadual e também de prefeituras podem fazer o mesmo movimento, antecipando a composição das nominatas de cada partido.

Veja a lista dos secretários exonerados para as eleições de outubro:

  • Eduardo Bismarck (PDT), da Secretaria do Turismo; 
  • Denis Bezerra (PSB), da Assessoria de Assuntos Federais (Casa Civil); 
  • Domingos Filho (PSD), da Secretaria do Desenvolvimento Econômico; 
  • Lia Gomes (PSB), da Secretaria das Mulheres; 
  • Erich Douglas (PSD), da Secretaria da Proteção Animal; 
  • Gadyel Gonçalves (PT), da Superintendência Adjunta de Edificações (Superintendência de Obras Públicas - SOP);
  • Diego Barreto (Republicanos), da Superintendência Estadual de Defesa do Consumidor; 
  • Walter Cavalcante (PV), da Assessoria Especial de Assuntos Institucionais (Casa Civil); 
  • Audic Mota (MDB), da Assessoria Especial de Desenvolvimento Regional (Casa Civil);
  • Chagas Vieira (PDT), da Casa Civil; 
  • Tiago Lutiani (PSD), da Assessoria de Relações Institucionais (Casa Civil); 
  • Jade Romero (MDB), da Secretaria da Proteção Social e vice-governadora; 
  • Luísa Cela (PSB), da Secretaria da Cultura; 
  • Adelita Monteiro (Psol), da Secretaria da Juventude; 
  • Moisés Braz (PT), da Secretaria do Desenvolvimento Agrário; 
  • Fernando Santana (PT), da Secretaria dos Recursos Hídricos; 
  • José Ailton Brasil (PT), da Secretaria-Executiva dos Recursos Hídricos; 
  • Zezinho Albuquerque (PP), da Secretaria das Cidades; 
  • Waldemir Catanho (PT), do Departamento Estadual de Trânsito (Detran); 
  • Mitchelle Meira (PT), da Secretaria da Diversidade; 
  • Eliana Estrela (PT), da Secretaria da Educação.

Parte dos secretários exonerados eram titulares de mandatos no Parlamento, para onde voltarão a partir da próxima semana. É o caso do deputado federal Eduardo Bismarck; dos deputados estaduais Lia Gomes, Moisés Braz, Fernando Santana, Zezinho Albuquerque; e do vereador de Fortaleza Erich Douglas.

Outros, como Walter Cavalcante e Audic Mota, são suplentes na Assembleia Legislativa do Ceará (Alece), o que pode provocar nova dança das cadeiras para possibilitar a ocupação de assentos por essas figuras. 

Janela partidária

O período de desincompatibilização coincide com a janela partidária, em que as filiações de pretensos candidatos são consolidadas. Do grupo mencionado anteriormente, migraram de legenda nas últimas semanas Diego Barreto (deixou o PSDB), Chagas Vieira (estava sem partido) e Tiago Lutiani (deixou o PT). Há dúvida, ainda, sobre o destino de Jade Romero e de Bismarck. 

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A vice-governadora havia informado e reafirmado que se filiaria a um partido da federação União Progressista, formada por União Brasil e PP. Até esta quinta-feira, contudo, a migração não havia se concretizado, conforme consulta feita pelo PontoPoder à Justiça Eleitoral. 

O deputado federal também antecipou que mudaria de partido, mas não especificou qual seria o novo endereço. Uma possibilidade é o Podemos, comandado no Ceará pelo seu pai, Bismarck Maia, ex-prefeito de Aracati. Até o momento, ele segue filiado ao PDT.

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