Mais de 20 secretários deixam Governo Elmano e antecipam composição de nominatas nas eleições
O prazo de desincompatibilização encerra no sábado (4).
O Governo do Ceará exonerou, entre terça (31) e quarta-feira (1º), 21 secretários para cumprir os prazos de desincompatibilização do calendário eleitoral de 2026. Alguns dos destaques são a vice-governadora Jade Romero (MDB), que deixou a Secretaria da Proteção Social, e Chagas Vieira (PDT), ex-chefe da Casa Civil.
As informações partiram de consulta feita ao Diário Oficial do Estado do Ceará (DOE). No caso dos secretários, a legislação eleitoral diz que pretensos candidatos a mandatos legislativos ou ao governo devem deixar os seus cargos até seis meses antes da ida às urnas.
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Neste ano, o primeiro turno das eleições está marcado para 4 de outubro. O prazo para afastamento, então, acaba nesse sábado, 4 de abril. Até lá, novas figuras da gestão estadual e também de prefeituras podem fazer o mesmo movimento, antecipando a composição das nominatas de cada partido.
Veja a lista dos secretários exonerados para as eleições de outubro:
- Eduardo Bismarck (PDT), da Secretaria do Turismo;
- Denis Bezerra (PSB), da Assessoria de Assuntos Federais (Casa Civil);
- Domingos Filho (PSD), da Secretaria do Desenvolvimento Econômico;
- Lia Gomes (PSB), da Secretaria das Mulheres;
- Erich Douglas (PSD), da Secretaria da Proteção Animal;
- Gadyel Gonçalves (PT), da Superintendência Adjunta de Edificações (Superintendência de Obras Públicas - SOP);
- Diego Barreto (Republicanos), da Superintendência Estadual de Defesa do Consumidor;
- Walter Cavalcante (PV), da Assessoria Especial de Assuntos Institucionais (Casa Civil);
- Audic Mota (MDB), da Assessoria Especial de Desenvolvimento Regional (Casa Civil);
- Chagas Vieira (PDT), da Casa Civil;
- Tiago Lutiani (PSD), da Assessoria de Relações Institucionais (Casa Civil);
- Jade Romero (MDB), da Secretaria da Proteção Social e vice-governadora;
- Luísa Cela (PSB), da Secretaria da Cultura;
- Adelita Monteiro (Psol), da Secretaria da Juventude;
- Moisés Braz (PT), da Secretaria do Desenvolvimento Agrário;
- Fernando Santana (PT), da Secretaria dos Recursos Hídricos;
- José Ailton Brasil (PT), da Secretaria-Executiva dos Recursos Hídricos;
- Zezinho Albuquerque (PP), da Secretaria das Cidades;
- Waldemir Catanho (PT), do Departamento Estadual de Trânsito (Detran);
- Mitchelle Meira (PT), da Secretaria da Diversidade;
- Eliana Estrela (PT), da Secretaria da Educação.
Parte dos secretários exonerados eram titulares de mandatos no Parlamento, para onde voltarão a partir da próxima semana. É o caso do deputado federal Eduardo Bismarck; dos deputados estaduais Lia Gomes, Moisés Braz, Fernando Santana, Zezinho Albuquerque; e do vereador de Fortaleza Erich Douglas.
Outros, como Walter Cavalcante e Audic Mota, são suplentes na Assembleia Legislativa do Ceará (Alece), o que pode provocar nova dança das cadeiras para possibilitar a ocupação de assentos por essas figuras.
Janela partidária
O período de desincompatibilização coincide com a janela partidária, em que as filiações de pretensos candidatos são consolidadas. Do grupo mencionado anteriormente, migraram de legenda nas últimas semanas Diego Barreto (deixou o PSDB), Chagas Vieira (estava sem partido) e Tiago Lutiani (deixou o PT). Há dúvida, ainda, sobre o destino de Jade Romero e de Bismarck.
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A vice-governadora havia informado e reafirmado que se filiaria a um partido da federação União Progressista, formada por União Brasil e PP. Até esta quinta-feira, contudo, a migração não havia se concretizado, conforme consulta feita pelo PontoPoder à Justiça Eleitoral.
O deputado federal também antecipou que mudaria de partido, mas não especificou qual seria o novo endereço. Uma possibilidade é o Podemos, comandado no Ceará pelo seu pai, Bismarck Maia, ex-prefeito de Aracati. Até o momento, ele segue filiado ao PDT.