Jade acusa Capitão Wagner de 'misoginia' e mantém decisão de ir para a federação União Progressista
Vice-governadora do Ceará evidenciou que composição ainda pode apoiar a reeleição de Elmano de Freitas.
A vice-governadora Jade Romero classificou como “misoginia” as declarações de Capitão Wagner (União) de que a ida dela à Federação União Progressista ter sido orquestrada por Camilo Santana (PT) como “blefe”. Em paralelo, a gestora enfatizou que mantém a decisão de sair do MDB rumo ao arranjo partidário, ressaltando que a composição ainda pode apoiar a reeleição do governador Elmano de Freitas (PT).
As declarações foram dadas nesta segunda-feira (30), durante o lançamento do Pacto contra o Feminicídio no Ceará na Assembleia Legislativa do Ceará (Alece). Na ocasião, a vice-governadora foi uma das homenageadas pela Casa, ao lado da senadora Augusta Brito (PT), da deputada federal Luizianne Lins (PT), da ex-governadora Izolda Cela (PSB) e da ministra do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Kátia Arruda.
Na última sexta-feira (27), Capitão Wagner foi confirmado na presidência estadual da Federação União Progressista (União/PP). Em coletiva de imprensa para comentar a definição, o ex-deputado federal chamou de "maior blefe da história da política cearense" a movimentação de Jade Romero.
"Por que não usaram um deputado homem? Porque sabiam que era um blefe e queriam constranger uma mulher. Eu queria me solidarizar com a vice-governadora, sou adversário dela, mas me solidarizo com Jade Romero em virtude do que fizeram com ela", declarou Wagner.
“Aquela fala que tenta demonstrar solidariedade, na verdade, é uma fala misógina, questionando a minha decisão. A minha decisão política é uma decisão pessoal. Obviamente que ficarei na federação, se a federação estiver apoiando o nosso governador Elmano de Freitas”, rebateu Jade, ao ser questionada sobre as declarações de Wagner.
“O tom manso de solidariedade, que engana muitas vezes e parece ser algo positivo, na verdade, vem aí recheado de misoginia e de machismo, como se qualquer uma de nós mulheres, na política, quando a gente fala, quando a gente toma uma decisão, fosse por causa de um homem e eu não sou ponto de referência de homem nenhum, nem do meu marido (Marcelo Paz), que é um grande gestor, nem do nosso líder Camilo, nem do nosso governador Elmano, nem de nenhum presidente partidário”
O PontoPoder acionou o Capitão Wagner sobre as declarações de Jade Romero. A matéria será atualizada em caso de retorno.
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INDEFINIÇÕES DA FEDERAÇÃO
Jade Romero também defendeu que a Federação União Progressista ainda pode apoiar Elmano, mesmo diante da decisão do comando estadual ter ficado com Capitão Wagner. O ex-deputado federal é um opositor declarado ao atual governador e apoia a possível candidatura de Ciro Gomes (PSDB) ao Palácio da Abolição.
A vice-governadora disse que mantém a decisão de se filiar ao arranjo partidário, sob a condição de apoio ao Elmano. Segundo Jade, as movimentações partidárias podem mudar os rumos da federação. “Era uma coisa, depois é outra coisa. Quem sabe não vem uma outra coisa”, pontuou.
“Eu vou falar no linguajar que eu gosto muito que é o linguajar do futebol. O juiz ainda não acabou o jogo. Então, a gente sabe que até o dia 4 de abril tem várias lideranças políticas que estão se movimentando, decidindo seus partidos. Isso faz parte do processo democrático, tá lá no meu Instagram, tá lá no feed, a minha decisão e obviamente que isso para apoiar o governador Elmano, não há outro caminho”
Por outro lado, a vice-governadora não revelou qual dos dois partidos da Federação deve ser o destino. “Em breve”, enfatizou Jade.