Eunício e Ciro desistem de parte dos processos penais que moviam um contra o outro na Justiça
A poucos meses do início da campanha eleitoral, Eunício desistiu de seis ações e Ciro, de três.
O ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) e o deputado federal Eunício Oliveira (MDB) desistiram de, pelo menos, 9 processos penais que moviam um contra o outro na Justiça. A decisão foi formalizada na última sexta-feira (8) após acordo entre os advogados que representam cada um dos políticos.
Segundo apuração do PontoPoder, no total, seis queixas-crimes abertas pelo deputado federal foram finalizadas. Ciro Gomes desistiu de três representações contra Eunício.
A maior parte dos processos é por difamação, mas não é possível saber detalhes por serem mantidas em segredo de Justiça. Eles foram foram abertos entre os anos de 2021 e 2022.
Por outro lado, as ações cíveis não fizeram parte do acordo entre os dois e seguem tramitando na Justiça. Desde o rompimento político, nas eleições de 2014, até 2021, foram abertos quase 40 processos envolvendo Eunício e Ciro Gomes.
O PontoPoder acionou a assessoria de imprensa de Eunício de Oliveira e Ciro Gomes para saber o motivo por trás do fim de parte do embate judicial entre os dois. Quando houver retorno, a reportagem será atualizada.
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Ciro candidato é 'legítimo'
A trégua judicial ocorre apenas dias depois de Eunício Oliveira suavizar o tom contra Ciro Gomes. Em entrevista a Live do PontoPoder, na última quinta-feira (7), Eunício afirmou que é "legítimo" que Ciro seja candidato ao Governo do Ceará.
A declaração é bem distinta da fala dele em setembro de 2025, quando disse que candidatura de Ciro Gomes seria "mais uma das derrotas" que o ex-ministro iria "amargar".
Agora, no entanto, Eunício preferiu amenizar ao avaliar a candidatura de Ciro. "É legítimo que ele seja candidato. Ele é um cidadão brasileiro, foi candidato a governador do Ceará, foi prefeito, foi candidato a presidente da República... Se quer disputar o Governo do seu estado. é legítimo", defendeu.
Na mesma entrevista, Eunício Oliveira, que é pré-candidato ao Senado, afirmou não ter "absolutamente nenhuma preocupação com a disputa de uma vaga na candidatura majoritária". Atualmente, a base do Governo Elmano de Freitas tem, pelo menos, cinco nomes cotados para concorrer ao Senado Federal.
"Eu tenho um partido político, se eu quiser ser candidato a senador, eu serei. Eu não preciso ter candidato ao governo, não preciso ter outro candidato na chapa, eu posso ser candidato. Se eu quiser, se essa for a vontade do meu partido, (se) for a minha vontade, eu vou disputar o voto do eleitor", disse.