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Lei que cria a Universidade Federal Indígena no Brasil é sancionada por Lula

A Unind focará em oferta de ensino superior, pesquisa e extensão universitária.

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Redação producaodiario@svm.com.br
Três mulheres indígenas enfileiradas, com expressão séria.
Legenda: As atividades da universidade estão previstas para começar em 2027.
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou a lei que cria a Universidade Federal Indígena (Unind). A norma foi publicada no Diário Oficial da União nesta sexta-feira (29). A nova instituição terá sede em Brasília, mas poderá manter campi em diferentes regiões do Brasil para atender às necessidades específicas dos indígenas.

A Unind focará em oferta de ensino superior, pesquisa e extensão universitária voltados à realidade dos povos originários, com base em modelo educacional que fortalece identidades e saberes tradicionais em diálogo com o conhecimento acadêmico não indígena.

As atividades estão previstas para começar em 2027, com a oferta de dez cursos nas áreas de formação de professores, saúde coletiva e indígena, além de gestão territorial e ambiental.

Além disso, a lei que criou a universidade prevê a valorização dos saberes tradicionais, a promoção da sustentabilidade socioambiental dos territórios indígenas e a preservação das culturas, histórias e línguas dos povos indígenas do Brasil e da América Latina.

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Como será a seleção para a Unind?

A instituição poderá ter processos seletivos próprios, com critérios que garantam percentual mínimo de vagas para candidatos indígenas — o que deve valer, também, para os concursos públicos destinados ao quadro de servidores.

Os cargos de reitor e vice-reitor devem ser, obrigatoriamente, de indígenas.

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