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Tasso e Ciro defendem moderação em apoio a Aécio para disputar Presidência: 'Longe dos extremos'

Se confirmada, esta deverá ser a segunda tentativa do parlamentar de chegar à Presidência da República — a primeira foi em 2014.

Escrito por
Bruno Leite bruno.leite@svm.com.br
Fotomontagem de Tasso Jereissati e Ciro Gomes.
Legenda: Líderes tucanos cearenses publicizaram apoio ao correligionário por meio de declarações à imprensa.
Foto: Fabiane de Paula.

O ex-senador Tasso Jereissati e o presidente do PSDB Ceará, Ciro Gomes, publicizaram, nesta sexta-feira (29), apoios à pré-candidatura do deputado federal Aécio Neves para a Presidência da República nas eleições deste ano, como representante do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB).

Ambos defenderam uma posição de moderação diante do cenário de acirramento do pleito. Se confirmada, esta deverá ser a segunda tentativa do parlamentar de chegar ao Palácio do Planalto — a primeira foi em 2014.

Em comunicado divulgado à imprensa, Tasso falou que a candidatura de Aécio Neves à Presidência da República reafirma um "compromisso histórico" da legenda tucana "com conquistas que até hoje têm reflexo na vida todos os brasileiros".

Ele deu exemplos de realizações creditadas ao PSDB, como o Plano Real, a Lei de Responsabilidade Fiscal e a rede de proteção social implementada durante a gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

"Neste momento em que nos vemos sob o risco de uma danosa divisão entre brasileiros, resultado de posições da extrema direita e da esquerda, Aécio se apresenta com não apenas como conciliador, mas como retomada de um projeto social-democrata de sucesso e longe dos extremos", concluiu o ex-senador.

Já Ciro, que é pré-candidato ao Governo do Ceará, afirmou que vê "como muito importante para este momento brasileiro" o seu partido lançar a candidatura de Aécio Neves para presidente do país. 

"O aprofundamento do fosso ideológico, manipulado de lado a lado de forma interesseira e imediatista, não permitirá ao Brasil reunir-se, como dramaticamente necessita, após a disputa eleitoral radicalizada", pontuou o ex-ministro.

Para ele, a "profundidade complexa de nossos problemas sociais e econômicos em cenário internacional bastante complicado e ameaçador pedem um projeto nacional de desenvolvimento e este suplica por moderação, equilíbrio e espírito de conciliação".

"Nós do Ceará apoiamos a candidatura do PSDB nesta quadra por entendê-la uma necessidade deste momento brasileiro", complementou Ciro Gomes.

Aécio para o Palácio do Planalto

A pré-candidatura de Aécio Neves para a Presidência da República ganhou materialidade a partir da última terça-feira (26), com o convite do PSDB e do Cidadania para que o parlamentar mineiro avaliasse "a possibilidade de disputar a Presidência da República nas eleições de 2026".

O convite foi compartilhado pelas siglas em uma postagem conjunta em suas redes sociais. Além delas, o Solidariedade também teria indicado apoio ao nome de Aécio na corrida presidencial, conforme a publicação que anunciou a intenção de lançar o político no páreo.

"A partir desse chamamento vamos avançar nas conversas com partidos e a sociedade para perceber se há espaço para a construção deste caminho", disse Aécio no comunicado.

Ao que frisaram o PSDB e o Cidadania, o parlamentar e eventual pré-candidato não confirmou o aceite, mas indicou "disposição em contribuir para um projeto transformador". 

"O convite oficializado à Aécio Neves representa a intenção das siglas de colocar à disposição da sociedade brasileira uma candidatura à Presidência capaz de unir experiência, conhecimento e compromisso com políticas que promovam equilíbrio, desenvolvimento e soluções concretas para o país", sustentaram as agremiações.

Antes de Aécio, o próprio Ciro Gomes foi cotado para concorrer à presidência da República. Em abril, o dirigente nacional do PSDB defendeu publicamente o nome do cearense para esta tarefa.

Entretanto, no dia 11 de maio, o ex-ministro ligou para o presidente tucano comunicando que não concorreria ao Palácio do Planalto novamente, porém tentaria retornar ao Palácio da Abolição.

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