‘Foi um pedido do próprio governador’, diz Camilo Santana sobre saída do MEC
O senador deixou a Pasta no último dia 2 de abril, dentro do prazo de desincompatibilização exigido pela Justiça Eleitoral para eventuais candidatos no pleito deste ano.
O senador Camilo Santana (PT) afirmou que sua saída do Ministério da Educação (MEC) ocorreu após um pedido do governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), e sob aval do presidente Lula (PT). Segundo o ex-ministro, a saída teve como principal objetivo ampliar as articulações locais de olho nas eleições deste ano.
A declaração foi dada nesta terça-feira (26), durante entrevista à live do PontoPoder, aos jornalistas Jéssica Welma e Wagner Mendes.
A exoneração de Camilo, oficializada em 2 de abril, ocorreu dentro do prazo para desincompatibilização, necessária aos pré-candidatos das próximas eleições. A decisão, inclusive, gerou especulações de que ele poderia disputar o Governo do Ceará.
Questionado sobre o motivo da desincompatibilização e o fato de ela ter ocorrido dentro do prazo que gerou tais questionamentos sobre uma possível chapa liderada pelo senador, Camilo afirmou que a decisão fez parte de um planejamento político e também atendeu a um pedido de Elmano.
“Foi até um pedido do próprio governador”, disse o senador. “A gente precisava ter, naquele momento, opções, faz parte. (Foi um pedido) não só do governador, mas o próprio presidente (Lula) também pediu, e era minha vontade sair”, completou.
Segundo Camilo, a saída do MEC ocorreu para que ele pudesse se dedicar mais diretamente à articulação política no Ceará e à campanha de reeleição do presidente Lula e do governador Elmano.
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“Quando entro em uma coisa, me dedico muito. Me dediquei muito nesses três anos e três meses no ministério. Minha intenção é ajudar a reeleição do presidente Lula e a reeleição do governador Elmano. Precisava ter tempo para estar aqui no Ceará, conversar com as pessoas e fazer política”, concluiu.