Legislativo Judiciário Executivo

TRE-CE marca recontagem de votos para preencher vaga de Dayany Bittencourt na Câmara dos Deputados

A chamada retotalização dos votos de 2022 para a Câmara Federal será realizada ainda em maio.

Escrito por
Luana Barros luana.barros@svm.com.br
Montagem mostra Ronaldo Martins e Priscila Costa falando ao microfone em eventos políticos. Os dois aparecem em ambientes institucionais, diante de púlpitos e telas de apresentação.
Legenda: Recontagem de votos irá definir quem irá substituir Dayany Bittencourt no mandato de deputado federal; principais cotados são Ronaldo Martins e Priscila Costa.
Foto: Érika Fonseca/CMFor.

O Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE) marcou para a próxima sexta-feira (29) a recontagem dos votos para deputado federal nas eleições de 2022. A retotalização ocorre depois da anulação dos votos de Heitor Freire, suplente de deputado federal pelo União Brasil, pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em decisão do dia 21 de maio. 

A condenação de Freire, agora no Podemos, por captação e gastos ilícitos de recursos de campanha, resultou na perda de mandato de Dayany Bittencourt (União) na Câmara dos Deputados.

A retotalização dos votos e o novo cálculo do quociente eleitoral será comandado pelo desembargador Emanuel Leite Albuquerque, corregedor da Corte eleitoral, na sede do Tribunal. 

Com isso, será conhecido quem irá substituir Dayany Bittencourt na Câmara dos Deputados até o final de 2026. Entre os cotados, estão os vereadores de Fortaleza Ronaldo Martins (Republicanos) e Priscila Costa (PL). 

Veja também

'Perseguição'

Dayany Bittencourt obteve 54.526 votos e ficou na última colocação entre os eleitos pelo União Brasil. A parlamentar foi eleita nas chamadas sobras, quando o ocupante de cargo proporcional consegue se viabilizar por conta da distribuição das vagas restantes para os partidos que melhor performaram na disputa proporcional.

Ao falar da decisão, Dayany disse ser vítima de violência política de gênero e disse ter ficado "triste" e "abalada" com a decisão. 

"Tiraram o meu mandato. Parece mentira, mas infelizmente é verdade. Depois de três anos e meio da eleição, a Justiça Eleitoral resolveu fazer uma recontagem de votos que vai me tirar da cadeira de deputada. Isso é violência política de gênero", disse. 

"Dói muito. Dói porque eu não fui acusada de nada. Dói porque eu não cometi nenhum erro".

Ao comentar o caso, o ex-deputado federal Capitão Wagner (União), marido de Dayany, disse que a decisão era "perseguição política" e uma tentativa de atingi-lo, porque ele nunca se rendeu ao sistema".

Este conteúdo é útil para você?
Assuntos Relacionados