Legislativo Judiciário Executivo

Luizianne diz que quer apoiar Elmano na disputa pelo governo e compor chapa governista para o Senado

Deputada federal foi a entrevista da Live PontoPoder desta quinta-feira (21).

Escrito por
Bruno Leite bruno.leite@svm.com.br
(Atualizado às 21:01)

A deputada federal e pré-candidata ao Senado Federal, Luizianne Lins (Rede), afirmou nesta quinta-feira (21), durante a Live PontoPoder, que pretende apoiar o governador Elmano de Freitas (PT) na sua tentativa de reeleição ao Governo do Ceará e que também quer ser uma das candidatas governistas para uma vaga na Casa Alta do Congresso Nacional.

"Tenho a intenção de apoiar o candidato do PT para o Governo do Estado, especificamente o Elmano", disse a parlamentar ao ser entrevistada pelos editores do PontoPoder, Jéssica Welma e Wagner Mendes. Segundo ela, sua desfiliação do PT não ocorreu por conta de um estranhamento com o chefe do Executivo estadual, mas por um "choque" com a política cearense.

Antes, Luizianne explicitou que sua saída não se deu por conta do governador. "Quero bem ao Elmano, não tem jeito, tivemos 30 anos de militância juntos, do mesmo grupo político. Não era nem só do mesmo partido, mas do mesmo grupo político".

"Acho que Elmano é uma pessoa bem intencionada, tem muitos valores, muitas qualidades importantes. E não é o Elmano, não foi o Elmano, digamos assim. Ele está no PT há muito tempo, é filiado desde os 16 anos. Esse estranhamento não foi por causa dele", disse.

Ela também disse que tem a expectativa de reforçar o projeto encabeçado pelo ex-correligionário. "Espero poder colaborar com esse momento político. E não será um momento fácil. Se a gente parar para pensar, hoje a disputa não é só racional. Nesse mundo polarizado, a disputa é quase como se virasse uma partida de futebol, o que é muito grave para o Brasil", frisou. 

E continuou: "Eu gostaria muito se fosse a candidata da chapa do governo". Porém ponderou que o lançamento de uma candidatura avulsa ao Senado Federal está colocada como possibilidade. "Enquanto federação, ela pode viabilizar uma candidatura. Apoiaríamos, sem uma aliança formal, existe essa possibilidade, e a candidatura se estabeleceria", mencionou.

Luizianne também criticou a quantidade de pretensos candidatos no campo governista. "Infelizmente, não sei exatamente quem, mas prometeram bem umas oito pessoas, o Senado. E é por isso que está essa confusão. Não vou dizer por quem, mas as pessoas foram enganadas. Não dá para ter oito se só tem duas vagas", argumentou. 

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Luzianne foi uma das cotadas ao Senado Federal quando estava no PT. Outro petista que desejava a candidatura foi o deputado federal José Guimarães, que tomou posse na Secretaria das Relações Institucionais (SRI) da Presidência da República em meados de abril e ficou impossibilitado de concorrer a qualquer cargo eletivo este ano.

Ela comparou sua condição as fileiras petistas com a dele. "Minha situação e a do Guimarães, elas meio que são referentes à situação que falo aqui", disse. E seguiu: "Quem foi que historicamente, nos últimos trinta e tantos anos, construiu o PT no Ceará? O Guimarães, e nós. Objetivamente, era isso que estava. E como é que, de uma hora para outra... o que foi que aconteceu? O cara passou a vida toda construindo o partido se preparando para ser candidato ao Senado". 

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